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Dúvidas sobre aborto

babynoah 12 weeks

Qual é o perfil da mulheres que buscam o aborto?

Não há um perfil definido para as mulheres que buscam o aborto, mas podemos encontrar nelas alguns pontos em comum.

As mulheres que buscam o aborto são aquelas que desconhecem os métodos de aborto, ou seja, o que realmente é um aborto (assassinato “frio” de um ser humano vivo e indefeso, que inclui até mesmo o esquartejamento).

(Veja aqui o que realmente é um aborto)

Elas ignoram também as consequências de um aborto para si mesmas. São mulheres que receberam apenas informações superficiais da mídia, que oferece tantas informações falaciosas. Mídia esta que é comprometida com a legalização do aborto (em favor da indústria do aborto).

Uma vez que elas descobrem o que realmente é o aborto e que será dado a elas todo apoio para levarem a gravidez em frente, elas desistem do aborto, geralmente dizendo “eu não sabia que era assim! ”

Com isso, há um perfil diferente para aquela que faz aborto. Quando uma mulher sabe o que realmente é o aborto, como explicado acima, e ainda assim o comete, geralmente trata-se de alguém com formação acadêmica, discurso ideológico (feminista) e “científico”, justificando que a criança no ventre materno “é apenas um amontoado de células”.

Há também aquelas mulheres emocionalmente destruídas (sem base familiar) que já realizaram outros abortos e não pertencem a nenhuma religião. Geralmente elas se veem sozinhas, não percebem um motivo para suas vidas e, se não valorizam nem a própria vida, como valorizar a do bebê?

Quanto à questão social, os três tipos de mulheres estão presentes nas diversas classes sociais, mas geralmente o grupo das ideologizadas tem uma melhor condição financeira e formação escolar.

Por que, mesmo em caso de estupro, o aborto não é a solução?

Existem no mínimo três pontos que explicam o porquê de, mesmo em caso de violência sexual/abuso, o aborto não ser a solução:

  • O Bebê

O bebê concebido é uma nova pessoa, que deve ter o seu direito à vida respeitado.

O bebê é uma vida inocente.

O bebê não é o agressor e por isso não é justo puni-lo com a pena de morte.

  • A mulher

O abuso é sem dúvida traumático. Todavia, a adição de um aborto sobre esse trauma torna a agressão ainda mais violenta contra a mulher e aumenta o seu trauma. A gestante que sofreu abuso precisa de carinho e cuidados e não de outro ato de agressão (como o aborto) que irá machucá-la ainda mais.

Num levantamento realizado em 2004 na UNIFESP, verificou-se que 80% das mulheres grávidas por estupro se recusaram a abortar, e estão contentes com os filhos, enquanto que as 20% que realizaram o aborto estão arrependidas”.

Testemunho de uma atendida pela Casa Pró-Vida Mãe Imaculada, que foi estuprada: “Quando ele me abusou e ia me matar, eu implorei pela minha vida. Como eu poderia agora tirar uma vida?”

  • Injustiça

O abortamento do bebê, inocente, acaba criando na sociedade uma falsa ideia que a justiça foi feita para com a mulher. A verdadeira justiça que precisamos, para este caso, é a severa punição do estuprador, com penas longas. Os defensores do aborto não lutam por isso.

Lembramos que a defesa do aborto em caso de estupro é usado como álibi pelos que querem legalizar o aborto irrestritamente. Os casos de busca de aborto por estupro representam menos de 4% do total da procura por aborto. Porém, estes casos são apresentados como se fossem massivos, para que a opinião pública aceite o aborto de modo geral.

Há muitas pessoas que hoje são bem-sucedidas na vida e foram geradas em um estupro. A Miss Pensylvania – Valerie Gatto – é uma delas (veja aqui). Assim como o Pe. Luis Alfredo (veja aqui).

Como sociedade, temos de procurar o bem e a justiça para todos os cidadãos, sem exclusão.

Um bebê gerado dentro de uma família com pai e mãe vale tanto quando uma criança gerada de um abuso.  Não podemos discriminar as pessoas (o direito à vida dos bebês) com base nas circunstâncias em que foram geradas, pois a circunstância em que essa criança foi gerada não determina o valor dela.

O que dizer sobre o abortamento em caso de risco para a mulher?

Uma das formas de abortamento não punidas pela legislação brasileira é no caso de risco para a saúde da mãe gestante (assim como não é punido em caso de estupro). Antes de adentramos no tema, é bom lembrar: a legislação não diz que deixa de ser crime, apenas que, nestes casos, o crime não é punido!.

Mas será que realmente esta mulher precisa do aborto? Vejamos.

  • Com a medicina tão avançada que temos, é praticamente nula a necessidade de abortamento para salvar a vida da mãe. Hoje é possível inclusive fazer cirurgia de bebês ainda no ventre materno. Em um caso estremo, nos EUA, uma mãe já havia falecido e mesmo assim o seu bebê, ainda no ventre foi mantido vivo até o nascimento! (confira aqui a partir dos minutos 12 e depois 22). Ainda nos anos 60 um professor de medicina na USP ensinava que não havia esta necessidade:

“Ante os processos atuais [de 1965!] da terapêutica e da assistência pré-natal, o abôrto não é o único recurso; pelo contrário, é o pior meio, ou melhor, não é meio algum para se preservar a vida ou a saúde da gestante. Por que invocá-lo, então? Seria o tradicionalismo, a ignorância ou o interesse em atender-se a costumes injustificáveis? Por indicação médica, estou certo, não o é, presentemente. Demonstrem, pois, os legisladores coragem suficiente para fundamentar seus verdadeiros motivos, e não envolvam a Medicina no protecionismo ao crime desejado. Digam, sem subterfúgios, o que os soviéticos, os suecos, os dinamarqueses e outros já disseram. Assumam integralmente a responsabilidade de seus atos[1].” (aula inaugural “Por que ainda o abôrto terapêutico?” do médico-legal João Batista de Oliveira Costa Júnior para os alunos dos Cursos Jurídicos da Faculdade de Direito da USP de 1965)

O que sabemos, e que já este professor denunciava em 1965, é que este argumento de se cometer um abortamento devido ao risco para a gestante é uma falácia, ou seja, um meio de enganar a opinião pública para legalizar o aborto.

Mas não há reais casos em que uma gestante está gravemente enferma? Sim, há e, nestes casos, aplica-se um dos princípios básico da ética: o princípio do duplo efeito. Vejamos um exemplo:

Suponhamos o caso de uma gestante descobrir que está com câncer e que precisa urgentemente ser tratada. Caso ela o faça, corre o risco de perder o seu bebê. Ela decide fazer o tratamento e realmente vem a perder o seu bebê. Neste caso não houve uma imoralidade. Ela não tinha como intenção direta matar o seu bebê, mas sim fazer um tratamento urgente. A morte do bebê foi um efeito secundário. Neste caso não se trata de um abortamento diretamente buscado. Há, no entanto, casos heroicos como de Santa Gianna Bereta Mola, padroeira dos pró-vidas que, tendo ela câncer, decidiu não tratar, por estar grávida. Com isso, ela veio a falecer depois do parto. Esta foi uma opção dela, que não obriga todas as mulheres a seguirem.

E o aborto em caso de anencefalia?

Infelizmente, há poucos anos, o STF legalizou o aborto em caso de anencefalia. Esta é uma condição grave de formação da criança, que não tem a sua caixa craniana totalmente formada, o que implica em morte geralmente logo após o parto.

Ainda que seja uma condição realmente gravíssima, ela não é “incompatível com a vida”, como argumentou o STF. Ora, toda doença grave é, de certa forma, incompatível com a vida. Passaremos a matar toda pessoa com doenças graves? O correto não é lutar pela qualidade de vida desta pessoas.

Atente-se ao fato que o bebê com anencefalia não está morto e, portanto, abortá-lo é sim tirar-lhe a vida. Ao contrário do que alguns dizem, anencefalia não é a mesma coisa que morte cerebral. Pelo simples fato que anencefalia não significa ausência total das funções da vida. Os bebês anencéfalos tem o tronco cerebral funcionando, por isso deglutem, tossem, piscam, tem o coração batendo e respiram. Logo, uma vez que nossa Constituição proíbe terminantemente o atentado contra a vida, a decisão do STF foi um absurdo jurídico, por ir contra a Carta Magna.

Além disto, há bebês com esta anomalia que chegaram a dois anos de vida, dando muita alegria a seus pais… (sugerimos ver o filme Eu, Vitória)

Enfim, apoiar o aborto de bebês com anencefalia hoje é apoiar a morte de bebês com outras síndromes e doenças no futuro: down, microcefalia, hidrocefalia, etc. É o que os abortistas mais querem…

Quem pratica aborto deve ser preso?

O aborto é um crime segundo o nosso código penal (artigos 124 a 127). Está na categoria dos crimes contra a vida, porque é o assassinato de um ser humano, com o agravante de este ser totalmente indefeso.

Fala-se muito hoje nos direitos humanos, o que é algo bom. Acontece que o bebê intrauterino é um bebê, uma pessoa, um ser humano e, por isso, a idade dele (seis meses, sete meses, nove meses… dois meses) não pode ser aceito como fator de discriminação. Assim como não se torna menos humano uma avó que chega a 90 anos, não se é menos humano um bebê por causa do local onde se encontra (dentro ou fora do útero) ou idade. Negar-lhe o direito à vida é a maior de todas as discriminações.

Quanto à questão da prisão em caso de aborto, deve-se levar em conta que:

Embora seja um crime, há dois casos em que o aborto acontece e a mãe da criança abortada não é punida: em caso de risco de vida para a mãe e em caso de estupro. Perceba que, nesses casos, continua sendo crime, ou seja, o aborto não é legalizado, mas não há punição.

A mulher que recorre ao aborto em quase a totalidade dos casos o faz porque está desesperada – sem apoio do parceiro, sem apoio da família, sem recursos materiais. Ela tem, pois, menos culpa do que aqueles que estão à sua volta e a induzem ao aborto.

Quem realiza o aborto (aborteiro e intermediadores) devem ser presos porque sabem o que estão fazendo, não estão sob pressão e ganham dinheiro com o sofrimento alheio. Eles fazem parte de um grupo com interesses financeiros em relação ao aborto: a indústria do aborto.

Nos Estados Unidos, graças a atuação do lobby abortista, abortos são legalmente realizados até o dia do nascimento, sendo que o aborto por coerção da mãe representa cerca de 65% dos casos naquele país. (Leia aqui sobre a coerção ao aborto)

Além de ser um crime de assassinato contra o bebê, o aborto – cirúrgico ou químico – não é uma experiência inócua na vida de nenhuma mulher, é uma violência.

Por isso, o melhor que a sociedade pode fazer é dar condições à mulher para que ela nunca tenha que escolher entre um relacionamento ou um filho, um emprego ou um filho. Mas que ela sempre possa ter ambos, para que assim a dignidade dela e da criança possam ser preservadas.

Leia mais sobre as diversas e graves consequências do aborto para a mulher Aqui e Aqui 

Já que a mulher é dona do seu corpo, por que não pode abortar?

Sim, a mulher tem o direito ao seu próprio corpo, e isso acontece quando decide manter relações sexuais com um homem e, portanto, se coloca dentro das possibilidades de uma gravidez. Essa mesma mulher compreende que o fruto dessa relação coloca seu corpo como intermediário do corpo de outro. Sabemos pela ciência que o corpo de um bebe não é o mesmo que o da gestante, embora precise temporariamente do corpo dela para desenvolver-se e chegar a nascer.

Essa circunstancialidade da gravidez leva a mulher a pensar que estará ligada por toda a vida a um novo ser, que necessitará de cuidados constantes e, portanto, irá privá-la das liberdades e independências tão almejadas nos tempos modernos. De fato, o poderoso instinto maternal está sendo substituído por aquela ideia de que um filho é um peso demais para a mulher emancipada carregar.

É cada vez mais comum as mulheres que não sentem nenhum prazer em estar fisicamente ligadas a seus filhos, portanto o direito ao aborto torna-se conveniente nesse contexto. O jargão meu corpo minhas regras leva as mulheres a pensarem que tirando a vida de seus filhos estão livres da obrigação que lhes confere como mãe, e de fato assim é, pois o aborto faz com que aquela nova vida deixe de existir. O alívio que daí decorre tentará esconder que foi a própria mãe quem intermediou esse processo. Na prática, tirar a vida de um ser humano em gestação é e sempre será um crime contra esse ser humano e contra a Deus.

Ou seja, a visão feminista quer convencer as mulheres de que carregar um filho por nove meses no ventre é um fardo mais pesado do que carregar na consciência pelo resto da vida o fato de ter tirado a vida de seu próprio filho. Como se as profundas sequelas emocionais que se iniciam no momento de um aborto não tivessem nenhuma repercussão negativa em suas vidas.

Leia sobre essas consequências Aqui e Aqui

Toda a problemática levantada pelas feministas gira em torno da esquizofrenia familiar, pois homens e mulheres não conseguem mais encontrar um lugar comum e papéis que lhes sejam próprios. Resta às mulheres do nosso tempo buscar sua identidade fora dessa configuração natural de família e, portanto, criar uma nova identidade social em que, na prática, estar grávida é estar em desvantagem.

A legalização do aborto não atinge somente mulheres em risco social, mas é justamente nesse contexto que o aborto se torna uma opção cada vez mais atrativa e necessária. Não é à toa que ONGs feministas estejam com seus projetos focados em comunidades carentes e em mulheres que já vivem as consequências da desestruturação familiar.

Além disso, sempre existirá aquelas mulheres que querem viver sua sexualidade sem compromisso com uma gravidez, que acreditam que a mulher não tem que prestar contas sobre sua sexualidade para a biologia nem para a sociedade machista, o seu corpo não pertence a ninguém, somente a ela mesma.

Esse modo de enxergar a sexualidade possui duas consequências imediatas:

1) A negação da realidade baseada em dados biológicos.

2) A desfiguração da mulher em um modelo descompromissado, como o de muitos homens, que brincam de fazer sexo, sem comprometimento; um comportamento estéril em si, incapaz de sacrificar-se pelo bem dos seus, que agride na mulher a sua vocação à maternidade.

Já que as ideias no mundo têm mudado, por que não passamos a aceitar o aborto?

Os defensores do aborto tentam convencer as pessoas que o assassinato de bebês indefesos – aborto – é um avanço da humanidade no campo do direito. Nada mais falso. Vejamos:

  1. a) É provado cientificamente que quando acontece a união de gametas sexuais humanos em uma concepção, surge um novo ser humano, não jacarés, tomates ou peixes.
  2. b) Quem primeiro compreendeu que se inicia uma vida com a concepção (em seres sexuados) foi a ciência (não a religião), com o dr. Karl Ernst von Baer (“pai” da embriologia moderna) em 1827, que, com o aumento da sensibilidade dos microscópios, percebeu o início do desenvolvimento dos animais na fecundação do óvulo pelo espermatozoide (e esse desenvolvimento ou mudança finda-se apenas com a morte).
  3. c) O novo ser que existe desde a concepção possui genética própria e independente, dependendo apenas do meio em que está para fins de alimentação, segurança e afins, no caso do feto, o útero da mãe (e todos precisamos de um meio para estar).
  4. d) A medida que a sociedade ocidental foi absorvendo os valores cristãos, ao longo da história, a civilização começou a fazer uma transição de um sistema em que os mais fortes predominavam para um sistema mais justo (mesmo com falhas), respaldado por leis, valores e costumes em que o ser humano vinha sendo dignificado, e os mais fracos protegidos…

O aborto é o verdadeiro retrocesso à barbárie, em que os mais fortes matam os mais frágeis e inocentes e não um avanço ou evolução.

Já que a criança no ventre materno não está totalmente formada, então por que não pode ser abortada?

Os argumentos de que o ser no ventre materno “ainda não é um bebê” e “não tem sistema nervoso formado” são tão infundados que podem ser desmentidos por uma simples gravação de ultrassom: ora, se não há nenhum sistema nervoso, como é possível que o bebê se mexa? Não só se mexe, como reage a estímulos (como demonstrado no filme “O grito silencioso”, do ex-abortista dr. Bernard Nathason, que mostra um bebê de 12 semanas tentando desesperadamente fugir do tubo de sucção do aborto.

Confira aqui o filme

De fato, esses movimentos começam com seis semanas de gravidez, quando tem início a formação do sistema nervoso, formação essa que continuará e não estará completa sequer ao nascimento, mas permanece em constante construção ao longo do amadurecimento da criança, e mesmo ao longo da vida adulta.

Dizer também que o aborto não é nocivo porque a criança ainda não sente dor é mais insustentável ainda: segundo essa lógica, se alguém quiser assassinar qualquer pessoa, basta anestesiá-la e não haverá mal algum. A ciência comprova que, pelo menos a partir da 22ª semana, o bebê já sente a dor de ser esquartejado no ato do aborto. O absurdo disto é querer anestesiá-lo antes de matá-lo.

Quem for contra o aborto que não faça, mas deixe que quem quer fazer o faça

Acreditamos que o respeito à vida de um outro ser humano deve ser garantido e isso não é uma mera questão de opinião de cada um. Inclusive a Constituição nos respalda sobre a nossa defesa quando diz:

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no p,aís a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes (…)

E, sim, a vida do ser humano começa na concepção, sendo esse um fato científico. Vejamos o que diz um dos maiores pesquisadores sobre a vida:

“Quando os 23 cromossomos masculinos transportados pelo espermatozoide se encontro com os 23 cromossomos da mulher, todos os dados genéticos que define o novo ser humano já estão presentes. A fecundação é o marco do início da vida. Daí pra frente, qualquer método artificial para destruí-la é um assassinato.” (Dr. Jerome Lejeume, descobridor da Síndrome de Down).

Opinião é quando escolhemos a cor da nossa roupa, a profissão que queremos seguir, entre outros e não se uma pessoa deve ou não viver. O respeito à vida e à dignidade da pessoa humana não é uma questão de opinião. Se abrimos exceção a isso, corremos o sério perigo de abrir exceções para outras questões como: “estupra quem quer”, “rouba quem quer”, “mata quem quer”, ou seja, esse tipo de mentalidade decreta a barbárie em nossa sociedade.

É melhor abortar do que pôr no mundo uma pessoa que irá ser pobre e sofrer.

Segundo essa premissa, deve-se legalizar o aborto para aqueles que virão a sofrer em vida (seja por fome, frio ou necessidade). Se tomarmos sua premissa como válida, o que impede de que seja legalizado o assassinato daqueles já nascidos que passam fome, frio e necessidade?

Acreditar que a solução para os problemas sociais mais diversos – seja de carência familiar, fome, marginalização ou criminalidade – é assassinar no útero materno aquelas pessoas que virão a sofrer em vida revela apenas a vontade de assassinar de quem a defende. Além disto, revela o egoísmo de achar mais fácil matar do que buscar meios de solidarizar-se com o outro.

Este pensamento é definido como uma eugenia, que se traduz na busca de uma sociedade “limpa”, sem pobres para incomodar, sem doentes, tudo em nome de um egoísmo mascarado, para não ter que praticar a caridade e a responsabilidade de ajudar o outro. Foi o que Hitler aplicou na Alemanha e, muito antes do que ele, a indústria do aborto já fazia nos EUA, por meio da feminista Margareth Sanger (ver aqui).

Se o Estado é laico, quem tem fé não tem direito a opinar sobre a legalização do aborto
O Estado é laico, mas seus cidadãos são dotados de uma cultura religiosa que inclusive é construtora da sociedade democrática de direito e que se pauta no direito natural.
Entre todos os direitos de uma sociedade, o mais fundamental e elementar é o direito à vida. Nenhuma sociedade dita civilizada sobreviveria num caos em que cada indivíduo faz o que bem lhe aprouver sem parâmetros e limites, isso geraria um sistema anárquico que tem como premissa a individualidade e a liberdade a todo custo, mesmo ferindo a individualidade e a liberdade dos outros.
Ademais, em uma democracia de direito, estamos buscando um consenso, e esse consenso só é possível quando a maioria das pessoas, dotadas de cultura e entendimento comuns, conseguem chegar a limites que norteiam as relações humanas. Entre esses limites, entende-se que a vida de um ser um humano não pode ser arbitrariamente destruída, mesmo que esteja em gestação, pois trata-se de direito inalienável, ou seja, que não pode ser barganhado ou cedido a outro.
Se somos aptos a pensar nos rumos de nossa sociedade é pura e simplesmente porque nossos progenitores entenderam que não lhes cabia tolher esse impulso de vida em pleno desenvolvimento.

Nossos pais inconscientemente sabiam que não lhes era permitido ferir nossa existência devido às circunstâncias difíceis de seu tempo, e damos graças porque os valores religiosos e morais pautados no cristianismo foram os alicerces dessa concepção que também se traduz nas leis vigentes.
Sabemos que se ferirmos um ser intrautero estaremos ferindo uma nação inteira e mais ainda a própria mulher em sua dignidade, pois assim como a família é a célula fundamental da sociedade, a maternidade está intrinsicamente ligada à mulher, seja ela de qualquer tempo e em qualquer cultura.

 

Se as pessoas ricas abortam clandestinamente, por que não legalizar, para que os pobres também possam abortar?

O direito à vida é inviolável e garantido a todos os brasileiros independentemente de sua situação financeira (conferir art. 5º CF). O aborto realizado em clínicas particulares ou clandestinas é um ataque à vida tanto quanto aqueles que são realizados em clínicas financiadas com dinheiro público.

O fato de uma pessoa ser rica e possuir condições para recorrer a tal prática não a exime de sua responsabilidade sobre a ilegalidade do ato, nem sequer deve ser motivador para obrigar o Estado a prover esse tipo de serviço aos que não têm condições financeiras para tanto.

Legalizar o aborto e garantir a sua prática pela rede de saúde pública nacional significa, além de onerar ainda mais o sistema de saúde brasileiro que já se encontra num estado precário, legitimar o que uma pessoa pode exercer poder sobre a vida ou a morte de outrem, o que representa um flagrante desrespeito ao direito à vida garantido constitucionalmente.

Além disto, se seguirmos esse argumento, devemos legalizar também a corrupção e tantos outros crimes, que muitas vezes são os ricos que cometem e não os pobres.

O Estado deve garantir meios para a proteção e não para a eliminação deliberada da vida humana. Por justiça, o Estado tem também a obrigação de coibir os crimes, de tal modo que essas clínicas clandestinas sejam fechadas e seus donos responsabilizados criminalmente.

 

Se o aborto for legalizado, essa lei tem que ser obedecida?

Georg Jellinek vislumbra na liberdade religiosa a verdadeira origem dos direitos fundamentais. No contexto tratado, há de se ter evidenciada a tolerância, meio pela qual todos possuem o direito de se manifestarem embasando sua opinião na fé que venham a professar.

A Casa Pró-Vida Mãe Imaculada possui em seus assentamentos inaugurais o compromisso imutável com os princípios doutrinais sobre a fé e moral da Igreja Católica, conforme o seu magistério, dentre os quais se assenta a defesa irrestrita da vida desde a concepção.

Por concordarmos que o aborto seja uma questão crucial, por atentar contra a vida e garantidos pelo direito de manifestação com base na fé, proclamamos em voz alta a abusividade da legislação pátria e de julgados do E. Supremo Tribunal Federal ao legitimar o aborto em alguns casos.

O poder soberano do povo na representatividade das casas legislativas nunca sobrepujará a lei de Deus.

Temos o dever de respeitar a legislação brasileira, porém não nos é tolhido o direito de protestar em desfavor desta, principalmente, quando seu cumprimento depõe contra a vida de um santo inocente, que não detém qualquer meio de defesa.

Como cristãos temos o dever de obedecer primeiramente a Deus, antes do que aos homens. Se uma lei injusta for aprovada, não somos obrigados, em consciência, a segui-la.

Por fim, o livre arbítrio da mãe equivale em idêntico patamar àquele concedido por Deus ao filho (feto) desde a concepção, sendo que este o exerce pela única via natural que tem disponível, a do desejo de sobreviver e vir a nascer, enquanto aquela (a mãe) se resguarda na escolha do caminho natural de deixar viver ou do meio puramente humano que autoriza uma morte legal.

Por que não posso votar em candidatos a favor do aborto?

Teoricamente, vale o parágrafo único do Art 1º da Constituição Federal: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente”. Ao atentar-se à parte do texto que menciona o exercício do poder popular por meio de representantes eleitos, fica evidente que o político por você eleito será seu porta voz em proposições e votações de leis, posicionamentos e tomadas de decisões. Assim, fica fácil de entender que, ao votar em um candidato favorável ao aborto, você o está autorizando a propor / apoiar projetos de lei que favoreçam o aborto localmente. Ainda que indiretamente, é como se você estivesse votando a favor do aborto.

Se um católico sabe que o candidato, ou seu partido, é favorável ao aborto e, mesmo assim, vota naquela pessoa, ele está cometendo pecado grave, porque coopera conscientemente com um pecado gravíssimo (ver Catecismo n. 1868).

Concluindo, é seu dever como cidadão conhecer os princípios, valores e a história do seu candidato, assim como fiscalizar o seu trabalho e cobrar dele posicionamentos coerentes com a ética e a moral.

Lembrando: no III Congresso do PT, em 2007, o partido tornou oficial sua luta pela descriminalização do aborto. Isso significa que todos os políticos do PT votarão a favor do aborto. Algo semelhante acontece com os demais partidos de esquerda (PSOL, PCdoB, PSTU)