“Em cada missa, minha esposa pedia pela minha conversão”

Antonio Marcos é voluntário da Casa Pró-Vida Mãe Imaculada, membro do Núcleo de Biopolítica resistiu por bastante tempo retornar à Igreja Católica. Sua esposa sempre lhe explicar sobre a fé Católica, mas  a conversão de Antônio se deu por meio da oração 

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“Fui batizado e fiz a primeira comunhão, após receber o sacramento da eucaristia, mudei de igreja, e comecei a frequentar uma denominação protestante. Saí da Igreja católica, pois faltou o entendimento da fé (uma base na catequese, por exemplo), faltou essa base também em casa. Achava que a missa era um senta e levanta.

Durante muitos anos fiquei na igreja protestante, e devido as coisas lá aprendidas, eu tinha aversão à Igreja Católica. Achava que eram todos uns adoradores de ídolos e que o Papa era a besta do Apocalipse.

No ano de 2002, conheci a minha atual esposa. Ela também tinha recebido os sacramentos de iniciação cristã na Igreja Católica, porém só se intitulava cristã, e ia em todos os lugares que lhe convidavam, inclusive no espiritismo. Durante nosso namoro, tentei por umas três vezes leva-la na minha igreja, mas ficou só nisso. Após 11 meses de namoro, fomos morar juntos e, no ano de 2003, em virtude de uma perda profissional, ela começou a frequentar a Igreja Católica e iniciou o seu processo de conversão e também os nossos desentendimentos. Para conseguir rebater meus questionamentos ela começou a ler muito sobre a Igreja e seus dogmas; até tentava me explicar, mas eu estava com o coração fechado. Em 2004, ela começou a frequentar a Canção Nova, e assistir a TV. Ela ia muito na Canção Nova, tanto aqui em Curitiba, como na Sede em Cachoeira Paulista. No ano de 2008, casamos com disparidade de Culto* na Igreja Católica, pois minha esposa, queria participar da Eucaristia e do Sacramento da Penitência e não podia. Minha filha nasceu em outubro de 2009, e eu não participei do seu Batizado, pois não aceitava o batismo de crianças.

Foi em um evento realizado pela Canção Nova Curitiba, onde o Padre Anderson Marçal estava participando, que tudo começou. Após a missa, minha esposa foi falar com o padre, e pediu que o mesmo rezasse por mim, pois nós estávamos tendo algumas discussões por conta de divergências religiosas. O padre disse que quem deveria rezar era ela, e lhe disse que em cada missa, ela colocasse na oração da coleta a intenção da minha conversão para a Igreja Católica.

Foram 4 anos, e em cada missa, lá estava ela pedindo pela minha conversão. No dia 02 de novembro de 2012 eu aceitei acompanha-la em um retiro de casais da Canção Nova na cidade de Lavrinhas. Lá fiz uma experiência com o Cristo, conheci o Padre Fernando Gonçalves, fundador da Comunidade Restauração. Esse padre mudou minha vida. Ele foi o instrumento que Deus usou para me trazer para a Igreja Católica.

Durante a homilia o que mais me tocou foi como aquele padre era alegre, ele disse que amava muito a sua mãe, mesmo sem saber quem era ela, pois ele havia sido abandonado logo após o seu nascimento para ser criado em uma instituição religiosa. Confesso que isso me chocou, pois achei até que o padre era meio doido, pois como alguém que havia sido abandonado poderia amar quem o abandonou? Mas ele, parecendo adivinhar que eu estava pensando aquilo, respondeu que amava sua mãe, mesmo não a tendo conhecido, porque ela permitiu que ele nascesse, e que ele era um padre muito realizado que amava a vida e o seu sacerdócio.

Após retornarmos do retiro, comecei a participar todos os domingos da missa, o meu coração se abriu. Minha esposa tirava as minhas dúvidas e as coisas foram ficando tão óbvias. Comecei a ler muito sobre a fé Católica. A Igreja tem resposta para tudo. Todos os meus questionamentos foram esclarecidos e assim comecei a amar profundamente a Igreja. Tive a graça de participar da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro e fiz catequese para poder receber o Sacramento do Crisma.

Hoje estou fazendo um novo caminho na Casa Pró-Vida Mãe Imaculada, onde tento ajudar a combater a cultura da morte, pois se hoje sou um homem vivo espiritualmente, é porque sou fruto do Sim à Vida da mãe do padre Fernando que o deixou nascer.”

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