Modéstia: do ponto de vista de uma jovem

modéstia
Foto: Google Imagens

Precisamos falar sobre algo sério. Precisamos falar sobre MODÉSTIA.  Aquela que se externiza, aquela que infelizmente tem se perdido, aquela que tem sido esquecida… Temos pensado pouco em nossos irmãos, os homens; naqueles que são casados, nos sacerdotes, e inclusive nos solteiros que também buscam a castidade, a santidade. Nossas vestimentas têm atingido-os e tirando-os da graça. Saímos pelas ruas nessa época de verão e vemos mulheres quase nuas. Eu, que sou mulher, me envergonho com tanta falta de pudor. A verdade é que temos nos deixado influenciar pela sociedade imoral que tem, a cada dia, denegrido mais e mais a imagem verdadeira da mulher, que tem lhe induzido a deixar seus valores.

           A Palavra de Deus, na Primeira carta de São Paulo a Timóteo, no capítulo 2, diz que nós mulheres devemos usar trajes honestos, nos vestir com modéstia e equilíbrio. Mas, infelizmente, não é isso que temos visto, não é dessa maneira com que realmente temos seguido a Palavra de Deus. Mesmo São Paulo sendo tão claro conosco ainda não somos obedientes.

“Ser modesto(a) é querer e, principalmente, primar por guardar sua pureza e seu corpo dos olhares alheios e ser exemplo de virtude e de respeito.”

Testemunho pessoal

“Mais ou menos 6 anos atrás eu permiti com que essas “influências” tomassem conta de mim. Eu realmente pensava que era necessário que eu expusesse meu corpo para que eu fosse amada, para que eu recebesse certo tipo de atenção. Era corriqueiro ouvir coisas como “isso mesmo, o que é bonito é para mostrar”, entre outras frases de incentivo, e de real convencimento para que eu fosse reconhecida pelo meu corpo. Quando eu saía na rua usando roupas curtas, justas e decotadas era inevitável não ouvir uma buzina soando, ou algum homem me comparando a um pedaço de carne. Eu não culpo totalmente os homens por esses insultos, uma boa parte de culpa disso tudo é minha; eu mesma permitia com que olhassem para mim com olhar de desejo, com um olhar realmente de perversidade; eu mesma estava induzindo-os a isso com a maneira com que eu me vestia e me portava.

Ao longo do tempo isso passou a me deixar marcas, as quais eu colocava em mim, como o desprezo e o complexo de inferioridade. Eram realmente esses sentimentos que me levavam a me vestir sem pudor algum. Mas, em um certo estágio de sofrimento, de abandono, eu me encontrei com Ele, eu permiti (sem influencia alguma) que Ele adentrasse em minha vida e fizesse tudo aquilo que Ele desejava. Eu descobri que Ele me ama e que isso é o que mais importa. Ele me pegou destruída pelo mundo, e me reconstruiu no Seu amor. Ele me ensinou quão preciosa eu sou para Ele. A partir disso, foi me moldando, moldando meu coração, e fazendo com que esses moldes se externizassem para o modo de me vestir.

E a primeira coisa que Deus colocou em meu coração foi o quanto eu já tinha feito os homens pecarem. Ele foi realmente me ensinando que eu fui feita para adoração, que eu fui feita para ser “pescadora de almas”, e o que eu estava fazendo era exatamente o contrário, eu estava levando almas para o inferno, e não para Ele. Isso foi um “baque” de realidade para mim…

Exemplo de Maria

Sinceramente? Não me vejo como uma mulher literalmente modesta, mas a verdade e o desejo que carrego no meu coração de levar almas para Deus me levam a buscar essa modéstia exterior, mas principalmente interior, porque só assim ela se externiza. Isso me leva a desejar ser como Nossa Senhora.

Tenho escutado e lido posts que dizem “Se Nossa Senhora, após uma chuva, chegasse toda molhada em sua casa, você teria uma roupa para emprestar a Ela?”, e é impressionante como essa frase causa impacto para aquelas MULHERES que olham para Nossa Senhora e a identificam como Mãe, que a identificam como o MODELO de Mulher a ser seguida.

A roupa que vestimos indica sim o nível de respeito que temos, e vemos isto na prática. Uma mulher que se veste com respeito e recato recobre seu corpo sem revelar sua forma. Com a exposição do corpo, podemos até obter admiração por nossos “dotes” femininos (que ficarão à mostra), mas não respeito por sermos mulheres, por sermos o reflexo da Virgem Santíssima. Teremos o respeito que tanto almejamos a partir do momento que nos reconhecermos como algo intocável, algo puro, de beleza angelical, para assim sermos vistas como o reflexo de Nossa Senhora. E se nossa vocação for o matrimônio, nosso “José” saberá nos respeitar e admirar.

O desejo do coração de nosso Criador é que sejamos parecidas com Ele, moldadas por Nossa Senhora, a Virgem Imaculada.”

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