Saiba por que N. Sra. de Guadalupe é a grande padroeira dos pró-vidas

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No de 1531 a Mãe de Deus apareceu no México ao índio Juan Diego, então viúvo e com 55 anos e que havia recentemente recebido o batismo. A primeira aparição se deu no dia 9/12, quando ele ia para a missa. Em uma quarta aparição, no dia 12/12, Juan Diego recebeu a ordem de colher flores para levar ao bispo. Foi um fato milagroso, pois não era época de flores. O milagre foi muito maior quando ele abriu diante do bispo o manto no qual carregava as flores: a imagem da Virgem estava gravada no manto. Esta é a imagem que, passados cinco séculos, está exposta na Basílica, no México, sendo que inexplicavelmente nunca se deteriorou.

Antecedentes

Segundo uma antiga tradição, uma estátua de Nossa Senhora de Guadalupe, dos primeiros séculos, chegou até a Espanha. Devido à invasão dos mulçumanos por séculos naquele país, a imagem foi enterrada para ser protegida. Encontrada milagrosamente por um pastor, foi erguida uma pequena capela em sua honra. Nela rezada o rei Fernando, que, ali, confiando à Virgem de Guadalupe o empreendimento, enviou Colombo à América. Durante a viagem, Colombo enfrentou uma grave tempestade, tendo prometido visitar a capela de Guadalupe caso fosse salvo, o que aconteceu.

Em terras mexicanas a evangelização não era fácil: apenas algumas dezenas de sacerdotes para evangelizar milhões de índios. Com a aparição de Nossa Senhora a Juan Diego, em pouco tempo de 9 a 15 milhões de índios se converteram, sendo a maior conversão em massa da história.

Paganismo severo

A cultura azteca, pagã, era de enorme severidade, incluindo o sacrifício de milhares de seres humanos, capturados nas guerras e de suas próprias crianças. Eles realizavam sacrifícios humanos ao deus serpente (Quetzalcoatl). No caso das crianças, estas eram sacrificadas ao deus da chuva Tlaloc. A sua imagem era aspergida com o sangue das crianças, de até 7 anos, cujos corações eram arrancados. Se as crianças choravam antes do sacrifício, isto era visto como sinal de boas chuvas no futuro.

Sinais

Diante desta crueldade, Deus enviou Sua Mãe como forma de converter os índios, que viram na Virgem os símbolos que lhes eram próprios:

– o cinto escuro, no ventre da imagem, era o sinal com que as mulheres astecas usavam indicando que estavam grávidas. Ou seja, Nossa Senhora apareceu grávida a Juan Diego.

– Outro sinal é o cabelo souto, que entre os astecas era sinal de uma mulher que tinha a graça de trazer o filho no ventre. Além disto, o abdômen da imagem está aumentado, também indicando uma gravidez em sua última fase.

– No manto da Virgem, entre tantos símbolos, há uma flor de quatro pétalas, que representava para os astecas a presença de Deus; ou seja, a Virgem traz Deus consigo.

– No dia 12 de dezembro de 1531, dia em que o manto da Virgem ficou gravado no manto de Juan Diego, era o dia que os astecas celebravam o deus sol. Também naquele dia e ano houve a passagem do cometa Halley;

– A Virgem está rodeada de raios dourados que lhe formam uma aura. A mensagem que se transmite é: ela é a Mãe da Luz, do Sol, da Criança-Sol, do Deus verdadeiro, ela faz com que Ele desça;

– A Virgem de Guadalupe está de pé sobre a lua, sendo que a lua simbolizava para os índios a força do mal. Por estar com as mãos em oração, os índios entenderam que, embora ela estivesse acima do mal, ela não era o poder mesmo, mas rezava a um poder superior; Além disto, ela tem como apoio um anjo com asas de águia; a águia era o pássaro do deus sol para os índios;

– o local do aparecimento da Virgem – Tepeiac, era local que anteriormente os índios já cultuavam uma deusa;

– para os cristãos, a Virgem de Guadalupe é a figura apocalíptica da mulher, “revestida como o sol, a lua sob seus pés e  (…) grávida” (Apc 12,1-2). Também é a figura bíblica da mulher que esmaga a cabeça da serpente (Gn 3,15);

Em resumo, a Mãe de Deus apareceu aos índios mexicanos mostrando que ela estava grávida do verdadeiro Deus, que é seu Filho Jesus. Com isso, os índios deixaram de adorar os falsos deuses (como o deus sol), bem como abandonaram os cruéis sacrifícios humanos, inclusive de crianças. Hoje, Nossa Senhor de Guadalupe é a grande condutora dos pró-vidas, na luta contra os sacrifícios dos bebês ainda no ventre materno, através do aborto. Muito nos anima, nesta batalha, o que ela disse a São Juan Diego:

“O que acontece, menor dos meus filhos?

Não estou eu aqui, que sou tua Mãe? Não está abaixo

da minha sombra e cuidado?

Não estás, por ventura, em meu regaço?

Do que mais tendes necessidade?

Não te inquietes com nada.”

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