V Seminário de Biopolítica tem como tema a batalha da família nos 100 anos de Fátima

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A Casa Pró-Vida Mãe Imaculada realizou neste sábado (17), o V Seminário de Biopolítica. Neste ano, o evento contou com a presença do Procurador do Estado do Rio de Janeiro e presidente da União dos Juristas Católicos daquele Estado, Paulo Silveira Martins Leão Júnior.

O jurista em sua primeira fala expôs sobre o lobby (uma articulação e/ou pressão) internacional para a legalização do aborto, a política de controle populacional, o financiamento feito por grandes fundações como a Rockefeller. A manipulação de informação e até mesmo um jogo de palavras, como por exemplo, o uso de eufemismos como “interrupção da gravidez” ao invés de “aborto”.

Pode-se lembrar aqui do termo Cultura de Morte usado pela primeira vez por São João Paulo II, na encíclica Evangelium Vitae. “A Evangelium Vitae incorpora as denúncias de Michel Schooyans (padre jesuíta e pioneiro nas causas pró-vidas) em defesa da Vida”, aponta o procurador.

O Ativismo Judicial no Brasil

Segundo Paulo Silveira o ativismo judicial, em resumo, é o papel de preponderância quanto a atuação do judiciário na vida pública e política dos países ocidentais. Porém, no caso do STF brasileiro, há uma atuação além da sua prerrogativa principal, que é a guarda da Constituição. Com isso, o STF brasileiro está praticamente escrevendo uma nova Constituição, sem ter poder para isso.

Na questão do aborto, o STF em novembro de 2016 concedeu um habeas corpus para uma quadrilha que praticava o aborto numa clínica no RJ. É necessário barrar esse ativismo para que o judiciário não esteja acima da lei.

Para o procurador, a mobilização popular é fundamental (já que não votamos diretamente para os Ministros), como abaixo-assinados, petições, pressão em relação aos deputados. “Até que se crie, se necessário, um impasse inconstitucional. Porque, claramente o Supremo está refugindo das suas atribuições, está indo muito além”, explica.

Fátima e a defesa da Vida

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O diretor da Casa Pró-Vida Mãe Imaculada – Pe. Silvio Roberto, trouxe a relação das mensagens de Nossa Senhora de Fátima em Portugal (1917) e a cultura de morte (apresentada num primeiro momento por Paulo Silveira).

Tal lobby internacional não consiste apenas em elementos externos a pessoa. “A mudança não é pela força, mas pelo espírito”, cita padre Silvio. Há uma desconstrução de pensamentos, valores para uma mudança de atitudes, como as ideias vindas do comunismo em relação a família, a relativização e desilusão da mesma nos dias de hoje. “É preciso destruir a família para haver a revolução profetizada por Marx”, enfatiza o padre.

Um exemplo refletido pelo padre foi a virtude da obediência. Construída na família, a obediência, segundo ele, é inimiga da “revolução”, portanto, é preciso destruir a família para que haja revolução.

Ele também pontuou o que Irmã Lúcia, que teve as visões em Fátima, diz:” A batalha final entre o Senhor e o reino de Satanás será sobre o matrimônio e a família.” Nossa Senhora de Fátima apareceu aos três pastorinhos no fim da Primeira Guerra Mundial, o contexto de suas aparições e mensagens eram marcado por guerras e regimes como o comunismo: “O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia, que se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz.” O Papa São João Paulo II consagrou o mundo ao Imaculado Coração em 1984.

 Comunicação Casa Pró-Vida Mãe Imaculada

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