O Zika Vírus e o aborto mais uma vez às portas da nação

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Foto: Pixabay

Em 22 de maio deste ano, 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgará a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 5.581/2016, que prevê liberação de aborto para grávidas infectadas pelo vírus da zika.

Para quem se recorda, em 2015 houve um surto de zika vírus no Brasil, época em que se estabeleceu uma suposta relação entre gestantes infectadas por vírus e bebês nascidos com microcefalia – termo que designa pessoas nascidas com cérebro em tamanho menor do que o normal.

A relação é suposta porque os estudos que envolvem zika vírus e microcefalia são, em verdade, inconclusivos, dado que o diagnóstico de microcefalia é incerto, tardio e que em apenas 20% dos casos há a confirmação da má-formação cerebral após nascimento. Ainda, as regiões onde houve surto de zira vírus são, em maioria, regiões carentes, onde há falta de saneamento básico e assistências médica e nutricional.

Mas muito já foi dito sobre o zika, e não pretendemos esgotar o assunto.

O julgamento da ADI trará novamente à tona a discussão científica e técnica sobre o caso. Nos poupemos, então, de maiores comentários sobre a doença em si e tratemos apenas de dar ênfase à principal consequência da aprovação da ADI:

A liberação do aborto para o zika vírus é, na prática, um “cavalo de tróia”, uma vez que autorizado o aborto para supostas má-formações congênitas, estará aberta a brecha para todas as demais má-formações que se têm conhecimento, desde síndromes até pequenos defeitos em órgãos e membros externos do nascituro.

É a eugenia velada do século XXI.

Nessa esteira, muito nos dão esperança projetos como o PL nº 2.574/2019 do Senador Flávio Arns. Esse projeto traz novamente a competência de legislar sobre o aborto ao Legislativo, criminalizando o aborto provocado por má-formação fetal, sugerindo que, em vez de matar os bebês no ventre, o poder público ofereça assistência integral às gestantes.

Conscientizemo-nos e rezemos pela vida dos bebês que podem ter a vida ceifada por burocratas auto investidos de poder de legislar.

Como encerra do PL do Senador Flávio Arns: aborto, jamais.

Sergio Morselli

Membro do Núcleo de Formação da Casa Pró-Vida Mãe Imaculada.


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