Problemas reais, falsas soluções…

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Com frequência há notícias sobre crimes hediondos contra crianças e, o que torna ainda mais odioso, executados por aqueles que deveriam ser seus guardiães, ou seja, seus próprios pais. É certo que muito da violência cometida em nosso país, e porque não dizer no mundo, não chega ao nosso conhecimento, ficando restrito ao ambiente familiar e ao foro íntimo da criança, a qual quando sobrevive, carrega o trauma pela sua vida com ou sem auxílio psicológico posterior.

Esses casos, cada vez mais frequentes, nos fazem questionar o estado de sanidade de nossa sociedade. Se fossem casos esporádicos, até poderíamos afirmar que a sociedade não está contaminada por uma pandemia por assim dizer, mas a frequência das ocorrências que vêm a público, seja de exploração de crianças por seus próprios pais, até mesmo exploração sexual, ou mesmo de espancamento, aprisionamento, tortura e morte, comprova que já passamos de uma condição de normalidade para uma condição sociopatológica grave.

Basta uma simples pesquisa na internet para ficamos estarrecidos ante a quantidade de casos. E também entendemos que há um afastamento dos ensinamentos de Deus, que nos deixou o legado da lei do amor. Substitui-se assim o amor ao próximo pelo amor a si mesmo, o que retrata o hedonismo, a busca pelo prazer e satisfação pessoal a todo custo, afastando de si tudo e todos que possam ser empecilho para atingir o próprio objetivo.

Muitos casos acabam por se tornar notícia na mídia, mais como fonte de audiência do que como uma denúncia que leve a ações positivas em favor de soluções para estas situações deploráveis. A maioria dos mesmos até fica restrito aos noticiários locais, mas alguns acabam atingindo a mídia nacional por sua gravidade, levando a opinião pública a se pronunciar de forma revoltada e querendo justiça, e com toda a razão.

Mas o que não pode ocorrer é que esta revolta leve a opinião pública a entrar numa onda de apoio a medidas que se apresentem como “solução” para esta tragédia, como por exemplo alegar que o aborto seria uma alternativa. Por mais que possa parecer absurdo, há que se considerar que no percurso das iniciativas de controle de natalidade no mundo, iniciadas nos anos 50, sempre houve uma conotação discriminatória muito forte, quando não racial. Outra questão que demonstra que o bom senso não rege os apoiadores do aborto está na questão seletiva do aborto em muitos países, onde se prefere bebês do sexo masculino.

Por isto esperamos que esta situação trágica de abusos contra as crianças nascidas em nosso país, não resulte em mais uma motivação para punir aqueles que nada devem, ou seja, os bebês no ventre das mães devido a um possível sofrimento futuro após o nascimento. Afinal de contas, não há como se prever se uma criança será mal tratada ou não; não há parâmetros para esta previsão. Classe social ou poder aquisitivo já está comprovado pelos casos conhecidos que não são referências. Enfim, mais uma vez, aborto não é solução para nada, muito pelo contrário, só é causa de mais sofrimento.


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