Em meio à depressão, mãe decide dar um Sim à Vida

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“Eu tinha acabado de me separar e, ao mesmo tempo, estava com problemas no meu trabalho. Estava até em depressão. Cheguei a um limite em que eu não aguentava mais. Todos os problemas do mundo pareciam estar nas minhas costas. Fiz uma viagem de final de ano, onde um refleti sobre o que estava fazendo da minha vida. Pensei: estou com minha família praticamente acabada, estou num emprego que não suporto mais, que está me fazendo mal. Estava naquela fase da badalação porque estava solteira, mas essa história de ficar com quem eu não sentia nada me fazia mal.

Então eu disse chega! Decidi voltar para a Igreja, para meus princípios. Ao mesmo tempo, suspeitei que estava grávida. Guardei para mim e fiquei naquilo: não pode ser, não pode ser. Um dia até o cheiro do meu shampoo me embaralhou o estômago e decidi falar para minha mãe que estava grávida. Minha mãe me ajudou muito, graças a Deus eu tenho ela. Fiz um exame de gravidez e deu positivo, nessa hora meu mundo caiu: o que eu vou fazer da minha vida? Eu estava em processo para sair da empresa e já tinha um filho, como sair da empresa e ficar desempregada com dois? Ainda mais um filho de uma pessoa que eu não amava, que não queria ter convivência. A gente só saia, eu sabia que não tinha futuro. Era só aquilo e acabou. Foi a primeira coisa que falei para minha mãe, ela perguntou: E agora, o que vai fazer? Eu respondi: Eu vou tirar.

Em nenhum momento eu pensei eu vou criar, eu vou tentar, só pensava em tirar. Aí me revoltei com Deus, afinal, eu estava tentando me aproximar e Ele pode tudo, por que agora aconteceu isso? Foi irresponsabilidade minha, mas porque Deus permitiu?

Comecei a procurar informações sobre o aborto. A primeira coisa que encontrei foi sobre o uso dos chás. Eu tomei tudo que achei. Se estivesse escrito na internet: toma xixi puro, eu tomava. Eu comecei a ter sangramento, mas os chás não tiveram efeito.Lembro-me que minha placenta descolou e a médica disse para não fazer esforço, pois o descolamento poderia levar ao aborto. Eu cheguei em casa e arrastei todos os móveis. Quando eu vi que não adiantava, fui para o medicamento, mas como ia conseguir? Eu vi na internet comentários de que traficantes vendiam medicamentos. Pensei: como vou chegar, conhecer um traficante? Fiquei o dia todo em uma praça da cidade, vi alguém vendendo e fui conversar. Os próprios traficantes me falaram: não faça isso. Mas a ideia está tão fixa na sua cabeça que você não vê nenhum lado positivo.

Fui atrás do pai da criança, falei que estava grávida e queria tirar, que ia tomar remédio. Ele concordou, falou que ia pagar e sumiu. Nunca mais o vi. Comprei o remédio, tomei e não fez nem cócegas, não adiantou. Então bateu o desespero, porque nada deu certo. Eu não tinha amor pela criança, estava com raiva de Deus. Durante a gravidez, eu tinha muitos pesadelos, todas as noites acordava assustada. Minha mãe até dormia comigo.

Eu tentei várias formas de fazer o aborto, mas encontrei a Casa Pró-Vida Nesse período, eu voltei a ir para a Igreja e meu coração foi amolecendo. Me abri para uma mulher da Igreja que veio em minha casa, ela me contou sua história e conversou muito comigo,porque sua mãe também tentou abortá-la. Decidi ter minha filha! Minha mãe ficou muito feliz, pois antes ela me apoiava, mas não concordava com a ideia do aborto.

Contei para meu pai, para todo mundo. Foi difícil, por que todos me perguntavam do pai e me julgavam. Mas eu decidi ter minha filha e hoje estou com nove mesesMeus pais e a Casa Pró-Vida MI me ajudam muito, minha filha ganhou muita coisa. Hoje eu vejo como eu estava cega. Na verdade, eu sempre quis uma menina e, com minha história, consegui alcançar outras pessoas que ainda pensam a mesma coisa que eu pensava antes.”

Testemunho concedido à Casa Pró-Vida Mãe Imaculada

Entrevista: Marcia Elizandra Faustino


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