Foram só algumas horas, mas eu não conseguia imaginar continuar a minha vida…

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Meu nome é N., tenho 45 anos, me separei recentemente. Tenho dois filhos adultos e um pequeno que mora comigo. Eu engravidei, e não foi do meu ex-marido. Eu me vi desesperada! Recém separada, com renda muito baixa, logo quando estava refazendo minha vida. Eu fiquei desesperada e procurando ajuda, um caminho…

Eu conversei com uma pessoa que me falou: “eu vou te indicar um lugar que vai te ajudar”. Foi aí que a Casa Pró-Vida Mãe Imaculada entrou em contato comigo. Me deram direcionamento, todo o apoio, me acolheram e me acalmaram. Eu estava muito nervosa com a reação da minha família.

Confesso que pensei sim no aborto, eu estava desesperada, mas quando soube que podia entregar o bebê para adoção legalmente eu fiquei mais tranquila, resolvi continuar a gravidez. Mas no começo me passou mil coisas pela cabeça. Eu tive um descolamento ovular e o médico disse que a chance de eu continuar com a gravidez era pequena. Então pensei que não ia ser preciso fazer algo, porque iria perder o bebê naturalmente, devido a minha idade, e por ter abdominoplastia o bebê não teria espaço. Mas a gravidez ocorreu bem tranquila. Mesmo com o descolamento ovular, eu trabalhava 12 horas por dia e não contei para ninguém da gravidez, nem na minha casa, nem no trabalho. Então eu trabalhava muito e mesmo assim, graças a Deus, deu tudo certo.

Antes de ter o bebê, fui acompanhada pela psicóloga do conselho tutelar, ela me passou algumas recomendações, entre elas que, se de fato eu não estava pensando em ficar com o bebê, não deveria ver, pegar ou amamentar. Porém acredito que entre um plantão e outro, um médico não tinha essa informação, que eu deixaria para adoção, e pediu para eu pegar o bebê, eu aceitei, na verdade eu já tinha até escolhido o nome…

Amamentei o bebê, tirei foto e fique na maternidade o tempo todo com ele sozinha, sem ninguém saber. Quando me deram alta, eu pensei: “Mas já? Como assim?”. E falei: “Não posso ir agora, porque tenho carona só mais tarde”. Eu queria era ficar mais com ele. Quando eu vi que tinha que sair do hospital entrei em desespero. Comecei a chorar, chamei a enfermeira, mas aproveitei que ele estava dormindo e fui embora. Saí de lá jurando que estava bem e plena, certa da minha decisão.

Quando cheguei em casa eu caí no choro. No outro dia eu senti como se meu peito estivesse aberto. E doendo muito. Doía mesmo, não é força de expressão. Eu não tinha mais vontade de comer. Foram só algumas horas, mas eu não conseguia imaginar continuar a minha vida. À noite eu liguei para o pai do bebê e falei para ele: “Eu não estou aguentando, meu peito está doendo. Eu estou sentindo falta do bebê”. Ele me disse que então no dia seguinte pela manhã iríamos à Vara de Infância para buscá-lo.

Quando o R. veio para casa eu não tinha nada, nem fralda, nem roupinha. Como o parto foi cesariana, eu nem podia sair, além dessa pandemia. Então eu contei para todo mundo de uma vez só. Todos me apoiaram. Meu bebê ganhou muita coisa, chegou uma hora que eu tive que falar para darem para outra criança, porque o R. já tinha tudo.

Agora que a poeira está baixando eu percebo que estou encarando tudo aquilo que tinha medo de encarar. As pessoas questionando sobre eu não viver com o pai, quem é o pai, por que ele não registrou? Às vezes me pego baqueada com essas cobranças, mas a dor de ter ficado longe do R. por algumas horas é bem maior do que tudo isso que estou enfrentando. Parece que quando estou com meu filho maior e o R. eu tenho força para enfrentar o resto. Eu estou bem, estou muito feliz e o R. está enorme, está gordinho.

Eu nunca vou cansar de agradecer a vocês da Casa MI. Nunca me julgaram, nem me induziram a uma decisão, porque se fosse assim eu teria procurado outro tipo de ajuda. Vocês me ajudaram a tomar a decisão certa. Eu achei incrível esse apoio. Cheguei a desconfiar, e pensei: “Meu Deus, mas de onde saíram essas pessoas? Me ajudam tanto. Mas por que isso? Eu nem os conheço”. Eu me senti feliz e acolhida por vocês, não sei nem como agradecê-los. Mesmo depois do parto, entraram em contato e ficaram felizes com o final feliz da minha história.

Graças a Deus agora estamos bem, estamos enfrentando todas as dificuldades, porque não desapareceram, mas estamos enfrentando juntos.

Testemunho cedido à Casa MI Transcrição: Danielli Schmetcka Colaboradora da Casa Pró-Vida Mãe Imaculada


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