“No fim, ele simplesmente sumiu”

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“Eu fui casada durante oito anos com o pai da minha filha, que vai fazer 3 anos. Em janeiro, a gente se separou. Faz quase 9 meses. Acabei me envolvendo com outra pessoa. Aconteceu de eu engravidar, por falta de cuidado dos dois lados. Antes de eu saber que estava grávida, tive uma decepção muito grande com esse rapaz com quem eu estava. A gente ficou junto uma semana e pouco. Ele fazia juras de amor. Como eu estava recém-separada, acreditava em tudo que me falava. Na verdade, descobri que era casado, que tinha uma filha de 4 meses. Foi uma decepção bem grande. Terminei com ele. Minha menstruação atrasou. Fiz o exame e estava grávida. Até então eu pensava que a criança era do meu ex-marido. Fui fazer a ecografia e entendi que não era dele, pelo tempo de gestação. Fiquei desesperada, sem saber o que fazer. Conversei com uma amiga. Falei pra ela: ‘Preciso fazer qualquer coisa. Preciso tirar essa criança, porque não quero’. Ela me ajudou, pesquisou na internet, me passou o contato da casa. Marcamos um encontro. Para o pai do bebê, contei uns três, quatro meses depois. Prometeu muita coisa. Falou que ia me ajudar, isso e aquilo. No fim, simplesmente sumiu, trocou de número de telefone. Não faço questão. Fui até o pessoal da casa e estava sendo acompanhada pela psicóloga. Acho que a consciência da mulher nunca mais volta ao normal, porque querendo ou não, é uma vida. Acho que é pior ainda, porque se trata de uma vida indefesa. A proteção do neném, na verdade, sou eu. Hoje em dia penso totalmente diferente, por que eu tentei. Nossa… tomei chá, pesquisei. Tem muita coisa na internet sobre isso. Eu tomava tudo que mencionava.

Demorou um pouco para eu aceitar a gravidez, mas hoje em dia estou ansiosa pela hora dele chegar. Estou organizando o que tem de organizar. Depois que continuei a gravidez, estava decidida a dar o bebê. Quando nascesse eu ia dar para o pai dele, que ia levar embora ia cuidar. Foi bem difícil, mas resolvi ficar com a criança. Agora vejo a felicidade da minha filha. Ela vai ter um irmão. Ficava imaginando: vou abortar. Sonhava com isso. Imaginava que tinha abortado, escutava choro de criança. Até falei para quem me acompanha: ‘Imagine se eu realmente tivesse abortado. Acho que tinha ficado louca. Porque se antes de fazer já tinha esses pensamentos, imagine depois’. Seria a mesma coisa que matar a minha filha. A minha barriga começou a aparecer depois que aceitei. Antes disso, não tinha barriga. Eu me olhava em frente ao espelho, procurava usar roupa larga, roupa que não mostrasse. Depois que assumi, falo que até parece que minha saúde melhorou, porque antes eu vivia doente. Vivia passando mal. Volta e meia estava de atestado no serviço, porque não estava bem. Ou era pedra no rim, ou era começo de aborto, ou descolamento de placenta. Sempre tinha alguma coisa. Hoje estou de 7 meses.”

Testemunho concedido à Casa Pró-Vida Mãe Imaculada

Entrevista: Marcia Elizandra Faustino


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