Pesquisas com embriões híbridos de humanos e animais na cultura utilitarista

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“Se um óvulo fecundado não é por si só um ser humano, ele não poderia tornar-se um, pois nada é acrescentado a ele” Dr. Jerônime Lejeune

As redes sociais e o meio científico internacional, ficaram abalados há poucos dias com a recente iniciativa promovida pelo cientista Hiromitsu Nakauchi, no Japão, que iniciará pesquisas para a criação de embriões híbridos de humanos e porcos ou ovelhas, com a finalidade de gerar órgãos viáveis para transplantes em seres humanos. Apesar de parecer ter objetivos “altruístas”, tal pesquisa fere diretamente os princípios da bioética e, por consequência, a dignidade da vida humana.

Há tempos a vida humana vem se transformando numa mercadoria que pode ser descartada quando não serve mais. Essa perspectiva utilitarista disseminada na sociedade moderna, tem sua origem na Revolução Industrial, a qual é tributária à Revolução Francesa, esta última, através do pensamento iluminista e liberal, tendo entre os mais proeminentes difusores o filósofo Jeremy Bentham [1], pavimentou o caminho para as mudanças sociais que viram acontecer a posteriori com os mecanismos de produção em massa em substituição definitiva das chamadas guildas, pequenas associações cooperativas de produtores, famosas no final da Idade Média, cuja organização não previa competição, mas auxílio mútuo entre os associados. Desde então, funcionários são substituíveis e reduzidos à miséria caso não sejam capazes de produzir eficientemente. Dirá a ciência econômica, que não passa de mais um fator de produção ao lado de outros.

Recentemente, graças ao poder econômico das grandes corporações mundiais – especialmente as fundações que se dizem filantrópicas – passou-se a financiar através de estudos sociais, as mudanças na instituição familiar com a alteração dos papéis na vida privada dos lares, passando aquela, a ter um caráter que mais se assemelha a uma empresa [2]. Com a difusão da lei do divórcio em muitos países, os pais e as mães passaram a ser meras peças que podem ser substituídas a qualquer momento dentro dos lares. Depois disso, com o advento da Revolução Sexual, na década de 1960, surgem os métodos contraceptivos, e a sexualidade passa a ser objeto de comércio e de satisfação egoísta, não mais o amor que se doa. Deste é que advém a desgraça do aborto e tantas outras conforme temos observado.

A partir do momento em que as crianças passam a ser descartáveis através do aborto, aberrações começam a surgir no âmbito da pesquisa científica, propaga-se então, a abominação do comércio de órgãos dos fetos abortados, para finalmente chegar-se à manipulação genética [3]. Com o desenvolvimento da técnica, aqueles que não podem naturalmente engravidar, são encaminhados de forma tranquila para os métodos artificiais que além de ter eficácia duvidosa, exigem um grande número de embriões que serão descartados a seguir. Fenômenos absurdos como as chamadas “barrigas de aluguel”, são os pequenos frutos no meio dessa densa floresta.

Por fim, as abominações alcançam até mesmo a vida “extra-uterina”, atingindo os idosos, que quando já não sendo capazes de produzir para a sociedade, são tratados como um “peso” insuportável, o qual para benefício da família e da sociedade, melhor seriam que fossem mortos pela eutanásia, assim pensam muitos.

As pesquisas com embriões híbridos não são mais que consequências de um mundo onde impera a cultura utilitarista. O país onde se realiza o evento é um dos campeões em taxas de suicídio, além disso, o asco que a população japonesa sente pela geração da prole, coloca o país em grandes dificuldades em função do envelhecimento [4]. Levou tempo para que a vida humana chegasse a esse nível de desprezo, mas a falta de fé em Deus, leva o homem a acreditar que não tem limites e que é um deus, a tentação dos primeiros pais – “sereis como deuses” – continua a fazer eco em nosso tempo.

FONTES

  1. https://www.infoescola.com/filosofia/utilitarismo/
  2. https://pt.scribd.com/doc/281808836/4-Davis-Politica-Populacional-Os-Programas-Atuais-Terao-Sucesso
  3. https://oglobo.globo.com/sociedade/saude/ong-pro-aborto-vende-orgaos-fetais-nos-eua-16781264
  4. http://opiniaoenoticia.com.br/cultura/envelhecimento-da-populacao-preocupa-o-japao/

Foram só algumas horas, mas eu não conseguia imaginar continuar a minha vida...

Meu nome é N., tenho 45 anos, me separei recentemente....

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