Aborto legal, tão letal quanto o Coronavírus!

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“Imparcialidade é um nome pomposo para indiferença, que é um nome elegante para ignorância” (G. K. Chesterton)

 

O mundo ficou em alerta nas últimas semanas, com a deflagração mundial de um novo vírus oriundo da China, o qual provoca mortes rápidas e se transmite com facilidade. Tal fato, tem movimentado os governos do mundo inteiro em prol da prevenção à nova epidemia, promovendo igualmente, o tratamento imediato quando são detectados os primeiros sintomas do vírus. Embora o problema mereça de fato toda a nossa atenção, não devemos nos esquecer que este mesmo mundo, abalado com a tragédia de mortes iminentes em função de um vírus, pouco ou nada se preocupa com os milhões de mortos pelo aborto, ou ainda, pelas mulheres que sofrem as consequências nefastas que são inerentes à sua prática nos últimos anos.

Somente no ano de 2018, segundo um dos maiores sites do mundo de estatísticas instantâneas, Worldometers, o aborto ocupou o primeiro lugar no ranking de causa mortis do mundo, despontando com um número que supera até mesmo as somas de óbitos decorrentes de câncer, malária, AIDS, tabagismo, alcoolismo e acidentes de trânsito. Cabe ressaltar que o referido site, não leva em conta as mortes causadas às mulheres que recorreram ao procedimento, o que faria aumentar inevitavelmente ainda mais a triste conta.

A grande diferença entre o aborto legal e o Coronavírus, por exemplo, que hoje preocupa os grandes organismos de saúde internacionais, é que enquanto para um, procura-se desesperadamente solução para barrar as mortes, para o outro, as mesmas autoridades internacionais, o promovem como um “bem” à saúde humana, especialmente às mulheres, usando eufemismos tais como “saúde sexual e reprodutiva.

O grande literato católico inglês, G. K. Chesterton, no início do século XX, já previa os resultados oriundos do relativismo que se vive hoje, e a proporção da loucura diseminada na sociedade ocidental quando o pensamento materialista impera. Dizia Chesterton em sua magistral obra Ortodoxia que “existe o que chamamos de universalidade reduzida; e existe o que chamamos de eternidade pequena e restrita; você pode vê-la em muitas religiões modernas, [….] A teoria do lunático explica muitas coisas, mas não as explica de um modo amplo”, em outras palavras, as correntes filosóficas modernas, criaram um mundo ideal para si, o qual é defendido com todas as forças, apresentando sempre bons argumentos a seu respeito, mas esqueceu que esse seu mundo, é apenas um pequeno círculo, dentro de um outro de maiores proporções, cuja existência é veementemente negada.

Nestes tempos mórbidos, o combate pela preservação da vida por um lado, deixa escapar aos olhos do mundo, uma devastação ainda maior, pois conta com o apoio e aplauso de uma grande parcela dos defensores da “dignidade” humana mundial. Nas mídias seculares, não passa um dia sem que a notícia esteja relacionada ao novo vírus, mas escapa de forma intencional à mesma, o número de vidas ceifadas pelo aborto legal no mundo inteiro. Vejamos um exemplo claro disso: das mídias populares, qual delas apresentou as estatísticas contendo o número de mortes causadas pelo aborto no mundo em comparação com outras causas? Quais divulgaram os dados de morte em 2018?

É preciso refletir se a sociedade não está apenas preocupada consigo e fechada no seu mundo de egoísmo, focada apenas na saúde e bem-estar individual, enquanto milhões de vidas são destruídas anualmente. Se pararmos para pensar, considerando que as estatísticas oficiais da Organização Mundial da Saúde apontam para o número de 41,9 milhões de crianças mortas pelo aborto somente em 2018, e compararmos aos horrores do Nazismo, que ceifaram a vida de 6 milhões de pessoas apenas por serem judeus, o que diria o homem moderno, atônito aos horrores daquela ideologia, se atualmente, se mata quase 7 vezes mais crianças durante um ano, debaixo do seu “bigode”?

Na esteira desse problema, temos que concordar com o que já afirmara Chesterton: curar um louco, não é discutir com um filósofo, é expulsar um demônio!

Juliano Antonio Rodrigues Padilha – Economista, especializado em Finanças e Orçamento Público – Coordenador do Núcleo de Estudo e Formação da Casa Pró Vida Mãe Imaculada

 


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