De pró-aborto à pró-vida: Norma McCorvey (ou Jane Roe, que legalizou o aborto nos EUA)

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Norma McCorvey, mais conhecida pelo pseudônimo de “Jane Roe”, foi a litigante do processo judicial Roe vs. Wade que tornou o aborto legal nos Estados Unidos.
Quando Norma estava grávida pela terceira vez – sem casa, sem trabalho e deprimida; duas advogadas tomaram seu caso para que ela pudesse legalmente fazer um aborto. Ela mentiu diante a Suprema Corte Americana que havia sido estuprada e o processo, que durou 3 anos (tempo para o bebê nascer e ser colocado para adoção), legalizou o aborto em todo território americano.
Anos depois, Norma viveu como lésbica e trabalhou em uma clínica de abortos. Um grupo cristão alugou o estabelecimento vizinho a clínica e começaram a rezar em frente. As orações e presença constante, dia-após-dia, fez com que os funcionários da clínica e ativistas se conhecessem.
A amabilidade desses fez com que Norma baixasse a guarda e as interações acabaram virando um convite para ir à igreja. Norma recusava, mas um das crianças, filha de um casal pró-vida, com muita inocência insistia para Norma vir com ela. Um dia, Norma não pode mais negar o pedido de sua pequena amiga e foi. A partir daí sua vida tomou uma direção completamente nova.
No primeiro encontro, Norma desabou em lágrimas. A amizade com o grupo cristão começou a se estreitar, Norma começou a rezar mas, ainda assim, resistia em seu posicionamento pró-aborto.
Até que um dia a realidade repentinamente lhe ficou clara. Ela conta que “estava sentada num escritório quando notei um cartaz de desenvolvimento fetal. A progressão era tão óbvia, os olhos eram tão doces. Doeu no meu coração, só de olhar para eles. Corri para fora e, finalmente, caiu em mim. ‘Norma’, disse para mim mesma, ‘eles estão certos.’
Eu tinha trabalhado com gestantes durante anos. Eu tinha passado por três gestações e partos eu mesma. Eu deveria saber. No entanto, algo naquele cartaz me fez perder a respiração.
Eu continuava olhando a imagem daquele pequeno embrião de 10 semanas e disse a mim mesma ‘É um bebê!’
É como se as escamas tivessem caído dos meus olhos e de repente eu entendi a verdade – é um bebê!
Me senti esmagada sob a verdade de me dar conta disso. Tive que enfrentar a terrível realidade. O aborto não era sobre ‘produtos de concepção.’ Não era sobre ‘falta de menstruações.’ Era sobre crianças sendo assassinadas no ventre da mãe. Todos esses anos eu estava errada. Ao assinar a declaração juramentada, eu estava errada. Trabalhando em uma clínica de aborto, eu estava errada.
Chega dessa coisa de primeiro trimestre, segundo trimestre, terceiro trimestre. Aborto – em qualquer momento – estava errado. Era tão claro. Dolorosamente claro.”
Norma abandonou o emprego e confessou publicamente que não havia sido estuprada e que mentiu diante a Suprema Corte. Ela declarou que “toda indústria do aborto é baseada numa mentira… Eu estou dedicada a passar o resto da minha vida para desfazer a lei que leva o meu nome.”
Norma considera esse caso como o maior erro de sua vida e hoje trabalha incansavelmente pelo fim do aborto. Não apenas ela entrou para o movimento pró-vida, como também se converteu e hoje é Católica.


Texto: Tathiane Locatelli


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