Grávida de gêmeos, N. pensou em fazer um aborto

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“Tudo começou com uma gravidez não planejada, na época que eu descobri a gravidez eu não estava com o pai das crianças. Eu tinha me separado na semana do dia da gravidez e quando eu descobri, eu tinha voltado com meu antigo companheiro – por isso, ele achava que não era pai dos bebês e não aceitava as crianças.

Quando descobri que eu estava grávida, eu já estava de 3 meses e meio. E eu não estava trabalhando na época, então aquilo ali para mim, não foi nem porque eu não queria ser mãe. Eu pensava: como vou me sustentar? Pagar aluguel? Pagar as contas?

Naquela fase, a única coisa que eu tinha na minha cabeça é como eu ia dar conta e tudo isso e eu só chorava, para mim eu estava num beco sem saída ali. Tomei chás abortivos, mas não fazia efeito. Lembro que no mesmo momento em que eu tomava os chás, também me dava aquele arrependimento, porque eu queria, mas ao mesmo tempo eu não queria a gravidez.

Eu tive problema de pressão na gravidez, caí da escada do meu trabalho, tive um sangramento. Naquele momento que eu vi que estava sangrando, pensei que poderia perder meus filhos, falei para mim mesma: não, eu não quero perder eles. Eu quero eles. Ali eu percebi que o medo de os perder era maior que o medo de não dar conta de sustentá-los. A Casa me ajuda muito também.

E hoje eu olho para eles e sinto que foi a melhor escolha que eu fiz foi ter aceitado eles na minha vida. Aquele sorrisinho, nossa, às vezes eu estou estressada, eu vejo aquele sorriso e tudo passa. Eu gostava de fazer as ecografias e ouvir o coração, toda vez que eu ouvia o coraçãozinho deles eu chorava.

Eu entendo hoje que, quando uma mulher está passando por diversas situações, ela sinta essa vontade de abortar. Só que eu sei que quando você olha para eles, tudo isso passa. Você vai passar aperto, sim. Só que vale a pena. Se fosse para eu voltar atrás, eu nunca tinha pensado em fazer o aborto, mais tarde o arrependimento vai bater. Na realidade, a culpa não é deles.

Se eu fosse aconselhar uma pessoa, eu diria para não fazer o aborto, nem pensar nisso. Quando eu lembro que pensei, já me sinto mal, eles não mereciam nada do que eu falei ou que o pai deles falou, ele não queria, mas hoje olha para eles do mesmo jeito que eu, com o mesmo amor que eu tenho. Hoje eu não estou com o pai dos meus filhos, mas está presente na vida dos gêmeos.

Eles também são os primeiros netos, quando eu falava que não queria, minha mãe falava: me dá, que eu vou cuidar deles! As tias também, minha irmã é como segunda mãe para eles.

Testemunho concedido à Casa Pró-Vida Mãe Imaculada

Entrevista: Marcia Elizandra Faustino


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