Motivos para nunca tomar uma pílula do dia seguinte

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Também conhecida como contracepção de emergência, a pílula do dia seguinte impede a gravidez caso algum outro método anticoncepcional não tenha funcionado como esperado (ou mesmo não tenha sido usado). Os médicos que a recomendam, ao mesmo tempo em que popularizaram seu uso, vez ou outra aconselham: “use só de vez em quando”.

Pouco se fala sobre as verdades inconvenientes por trás da pílula do dia seguinte. Na verdade, traremos aqui alguns motivos que mostram que ela não deveria ser usada nunca.

  • Os efeitos colaterais da pílula do dia seguinte

A própria pílula anticoncepcional comum, tomada diariamente, já é uma verdadeira dor de cabeça para as mulheres. Seus efeitos colaterais são muito comuns: perda da libido, desordens do humor, ganho de peso, dores de cabeça(1) … infelizmente muitas mulheres tomam esses hormônios por tantos anos que acabam por se acostumar a esses sintomas.

Imagine então a pílula do dia seguinte, que é uma verdadeira bomba hormonal: a dosagem de hormônios nela contida equivale a 10 comprimidos de anticoncepcional normal (ou seja, metade de uma cartela usada em um mês)(2). Por isso, ela desestabiliza todo o delicado ciclo da mulher, gerando também os efeitos colaterais acima citados. Isso sem falar nos efeitos mais graves que, embora menos comuns, continuam acometendo as mulheres e estão relacionados ao uso de anticoncepcionais: tromboembolias, hipertensão, AVC, infarto do miocárdio, câncer de mama e gravidez ectópica(3).

Definitivamente, o uso da pílula do dia seguinte é danoso à saúde da mulher.

  • A pílula do dia seguinte é abortiva

Ao contrário do que muitos pensam e inclusive do que está escrito em algumas bulas e orientações médicas, a pílula do dia seguinte (assim como o a pílula anticoncepcional normal!) pode sim ser abortiva.

Isso é previsto dentro do espectro de ações do levornogestrel (hormônio sintético do qual a pílula é feita). Segundo a bula, ele evita ou adia a ovulação, dificulta a locomoção dos espermatozóides e altera o endométrio, que é a parte interna do útero, impedindo a implantação do embrião.(4,5)

-“Mas a bula está dizendo que não é abortivo e não funciona se eu já tiver engravidado!”.

Sim, algumas bulas dizem isso. É apenas uma redefinição de gravidez: eles argumentam que o início da gravidez é na implantação do embrião no útero e que qualquer perda de vida anterior à implantação não é aborto. Perceba que isso é uma tentativa de redefinir a vida. Contudo, o embrião que tenta se implantar já possui vida própria e seu próprio DNA. Inclusive tem em torno de 7 dias de vida quando busca um ninho para se abrigar dentro do útero da mãe. Devido ao efeito da pílula, ele não encontra um ninho acolhedor, sendo descartado como lixo, sem que sua mãe sequer saiba da sua existência. São os abortos ocultos.

Por motivos óbvios os laboratórios que produzem a pílula do dia seguinte não querem que ela seja reconhecida como abortiva e procuram de todas as formas omitir esta informação.  É possível notar isso nessa citação da bula da pílula do dia seguinte DIAD:

Se já tiver ocorrido a fecundação, ou seja, a união do espermatozóide com o óvulo formando o ovo, a medicação não é mais eficaz, por não apresentar ação no endométrio.”(6)

A bula diz que o levonorgestrel não atua no endométrio, sendo que a alteração do endométrio é um efeito deste medicamento amplamente reconhecido dentro da Farmacologia! A própria bula depois se desmente, sem querer, dizendo:

“Algumas mulheres podem experimentar pequenos sangramentos de escape após tomar Diad.”

Esse sangramento de escape, que é um efeito colateral da pílula, não poderia acontecer se o medicamento não estivesse atuando no endométrio. É uma própria evidência da atuação do medicamento no útero.

 

-“Ah, mas se a pílula também tem o efeito de inibir a ovulação, deve ser muito difícil que ocorra a fecundação”.

Isso pode parecer verdade, mas diversos estudos indicam que, caso a pílula do dia seguinte seja tomada próxima ao período da ovulação (em torno de 5 dias antes), seu efeito sobre a ovulação fica bastante limitado. É freqüente que ocorram falhas na tentativa de inibir ou adiar a ovulação(7). Logo, a ocorrência de aborto após a fecundação pode ser bem mais freqüente do que se pensa.

Portanto, quem se guia pela bússola moral da valorização da vida deve ter em mente essas informações: são todas documentadas. Não vale a pena dar um tiro no escuro. A pílula do dia seguinte não é uma alternativa plausível para quem tem na consciência a sacralidade da vida humana, tanto da mãe quanto do bebê, desde a sua concepção.

Bruna Ciupka Caputo Morselli, bióloga, autora do livro O secreto Florescer da Vida e membro do núcleo Estudo e Formação da Casa Pró Vida Mãe Imaculada

 

 

(1) PEREIRA, P. V. S., ANGONESI, D. Efeitos do uso prolongado de contraceptivos orais. Infarma, v21, n7/8, 2009.

(2) SOUZA, M. Pilula do dia seguinte é uma bomba hormonal no corpo da mulher. Vix. Disponível em: https://www.vix.com/pt/bdm/sexo/pilula-do-dia-seguinte-e-uma-bomba-hormonal-no-corpo-da-mulher

(3) GORENOI, V., SCHONERMARK, M. P., HAGEN, A. Benefits and risks of hormonal contraception for women. GMS Health Technol Assess, 2007.

(4) Levonorgestrel Neodia 1,5 mg com 1 comprimido, pílula do dia seguinte – Bula. Disponível em: https://www.cliquefarma.com.br/preco/levonorgestrel-neodia-1-5-mg-com-1-comprimido-pilula-do-dia-seguinte/bula

(5) GOMES JUNIOR, H. L., GUEDES, J. P. M. Contracepção de Emergência: uma revisão bibliográfica sobre a pílula do dia seguinte e seus efeitos. Farmácia e promoção da saúde 3. Editora Atena. 2020.

(6) Bula do DIAD. Disponível em: https://blog.drconsulta.com/diad-bula/

(7) KAHLENBORN, C. PECK, R., SEVERS, W. B. Mechanism of actions of levonorgestrel emergency contraception. The Linacre Quarterly, 82 (1), 2015.

 

 


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