“Sempre quis ter um filho, mas não naquele momento”

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“Eu descobri que estava grávida no terceiro mês de gestação. Eu não estava com o pai da criança, nós não tínhamos nenhum relacionamento, sempre quis ter um filho, mas não naquele momento, porque eu ainda nem tinha meu casamento, não tinha terminado os estudos, tinha 17 anos, morava com minha irmã e meu cunhado. O pai da criança e eu ficamos apenas umas três vezes, no momento que eu mais precisei ele não ficou do meu lado, contei que estava grávida e pediu o teste de DNA, isso me deixou frustrada e magoada em não querer a criança e achar que não era dele. Eu quis abortar e uma amiga me falou da Casa Pró-Vida Mão Imaculada, ela tinha passado por uma situação parecida, de pensar em abortar.

Eu marquei um acompanhamento na Casa e pensei, ‘vou deixar para a adoção’. Durante a gestação, eu precisei ir à psicóloga e ela me ajudou bastante porque, nesse período, eu sempre pensava em tirar a minha vida e a do bebê. Eu não saía de casa porque não queria que ninguém me visse grávida, ninguém sabia.

Foi difícil também porque meu cunhado tinha me dado um prazo de quatro meses depois que o bebê nascesse para eu sair da casa dele. Entrei em desespero: “Quatro meses, e o que eu vou fazer depois”? Eu não queria que meu filho sentisse oque eu estava sentindo, mas estava tão confusa: tinha um afeto por meu filho e, ao mesmo tempo, não tinha. Eu queria tirar a vida dele, mas ao mesmo tempo não. E, mesmo conhecendo a Casa, eu, muitas vezes, dei soco na minha barriga e tomei chá abortivo, mas não funcionou, nada aconteceu. Sofri muito psicologicamente e vi muitas continuar a gravidez, tive meu filho e entrei em depressão pós-parto, todos os dias eu pensava em uma maneira de tirar minha vida e a vida do neném. Sim, eu tentei matar meu filho e tirar a minha vida: me cortava, tomava remédio, estava até usando drogas, para aliviar toda minha dor. E a Casa Pró-Vida me acompanhando durante todo esse tempo, mas, na minha cabeça, parecia que eu estava abandonada, sozinha, por mais que eu tivesse minha família e a Casa Pró-Vida ao meu lado… eu me sentia sozinha. Por mais que todo esse sentimento estivesse presente, eu não consegui deixar meu bebê para adoção e, hoje, não consigo ficar sem ele: o amo muito e ele me faz sentir amada também.

Hoje, ele tem 8 meses e minha família oama. O pai está mais presente, tenta fazer de tudo para a criança. Eu olho para meu fi lho e lembro das coisas que fiz e pensei e me dá vontade chorar porque eu quis fazer tudo aquilo e ele só queria me fazer sentir amada como eu nunca havia me sentido.

A verdade é que meu filho veio para mudar a minha vida. Se eu tivesse abortado, acho que minha vida teria desmoronado e ia me sentir culpada. Se eu tivesse abortado, talvez não tivesse passado por tudo isso, mas será que minha vida teria a graça que nem tem agora? Hoje, ela tem graça, graças a ele.

Minha vida não parou! Agora, tenho o sonho de terminar os meus estudos e estou conseguindo. Na minha família, todas as minhas irmãs têm filhos e não conseguiram terminar o ensino médio. Eu sou a única que estou conseguindo e isso é gratificante e significa que meu filho não veio para barrar a minha vida, veio para poder me ajudar e me ajuda mesmo. Meus sonhos continuam: quero ter a minha casa, um emprego bom e fazer faculdade de direto, como sempre quis desde criança”.

Testemunho concedido à Casa Pró-Vida Mãe Imaculada

Entrevista: Marcia Elizandra Faustino


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