“Entrei em desespero. Eu estava num emprego estável. Como será agora, grávida?”

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“Eu descobri que estava grávida com 16 semanas. Quando desconfiei, fiz quatro exames de farmácia para ter certeza, marquei exame de sangue e deu positivo. Mesmo assim, eu não acreditei,

marquei uma ecografia. Na hora da ecografia, pensei que nem conseguiria ver o bebê- pelo tempo de gestação que estava. Quando o médico colocou o ultrassom na minha barriga, minha filha já estava até chupando o dedo.

Entrei em desespero! Estava num emprego estável e na empresa sempre tinha muito preconceito com mulher. E, agora, grávida? Tanto é que voltei da licença maternidade, acabou a minha estabilidade, eu fui desligada, fui mandada embora da empresa. Meu grande medo era esse. Uma outra questão é que o relacionamento com o meu marido pai dos meus dois filhos- já não estava muito bem, eu já estava pensando em me separar. Como ia me separar agora? Com duas crianças?

Aí, com tudo isso, acabei pensando em métodos abortivos. Uma amiga minha também estava grávida e quis abortar. Ela, inclusive, chegou a pagar para um médico realizar o procedimento, mas, de última hora, acabou desistindo. Conversando com ela, eu disse que eu poderia ficar com o procedimento que ela já havia pago: “Eu vou e faço o procedimento e te pago”. Imediatamente, ela me respondeu: “Não guria, sua louca, depois que paguei eu fui pesquisar, já morreram algumas meninas lá, por isso que eu desisti”.

Depois disso, eu acabei conhecendo o trabalho da Casa, tive uma conversa muito bacana lá e foi quando eu realmente parei e pensei em tudo. Resolvi dar o Sim à Vida. Quando eu vi a carinha da minha filha, eu desabei. E quando o meu filho mais velho conheceu a irmãzinha, ele ficou a tarde inteira cantando músicas para ela.

Eu me separei, mas eu percebo a união dos meus dois filhos, um não fica sem o outro. Eu não me vejo sem os dois. A verdade é que a gente sempre dá um jeito. Eu fico pensando: “e se eu tivesse abortado”? Penso que não ia conseguir mais dormir. Só de lembrar dos meus pensamentos de abortar, eu tenho sonhos meio esquisitos. Imagine se eu tivesse consumado, se eu tivesse feito de fato, acho que eu teria enlouquecido. Eu acho que o depois de um aborto é que não vale a pena, é algo muito pesado, eu não suportaria.

Hoje, eu estou desempregada, mas estou me virando, tenho o apoio da Casa. E não é só apoio material, mas o emocional, o acompanhamento. Inclusive na questão jurídica, por exemplo, o pai registrou o bebê, mas não ajuda em nada. Eu acho que quem é a favor do aborto nunca viveu, de fato, uma situação dessas. Não tem amor próprio, e quem não tem amor próprio, não consegue amar o próximo O aborto é uma carga negativa muito pesada para a mulher e ela não conseguirá carregar as consequências do aborto.

Eu já me cobro, já me culpo olhando para a criança hoje, ‘olha o que eu pensei em fazer’, imagina quem faz de fato? O aborto é uma violência física e psicológica. Acho que quem o realiza deve se sentir um assassino em liberdade. É tirar uma vida. “

Testemunho concedido à Casa Pró-Vida Mãe Imaculada

Entrevista: Marcia Elizandra Faustino


Decidida ela buscou o aborto, mas não sabia o que estava por vir!

Em seu primeiro atendimento pela Casa Pró Vida Mãe Imaculada,...

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