ABBY JOHNSON – UMA MUDANÇA RADICAL

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Abby Jhonson foi diretora de uma clínica da empresa Planned Parenthood (Paternidade Planejada – PP), que desde os anos 60 recebe recursos governamentais dos EUA para praticar práticas de prevenção da gravidez e, principalmente, sua interrupção. A Abby começou a participar dessa empresa quando visitou um vultuoso estande da mesma numa feira de voluntariado, quando ela estudava na faculdade de psicologia. Com o desejo de fazer o bem às mulheres, e acreditando nos eufemismos da representante da empresa na feira, bem como dos instrutores da mesma na sequência, passou de voluntária a empregada após a sua formatura e, depois de alguns anos, galgou o posto de diretora da Clínica na cidade de Bryan, Texas.

Apesar de ela não ser muito favorável ao aborto no início, praticou-o ela mesma por duas vezes, até que um dia presenciou um aborto com o uso de ultrassom e a ficha caiu para o horror que era praticado. Somando isso à insistência dos seus superiores para que aumentasse o faturamento da clínica através do aumento de abortos (a clínica prestava outros serviços), ela resolveu pedir demissão e passar a defender a vida, numa mudança radical. Seguem alguns trechos da sua autobiografia publicada no livro Unplanned (ed. Tyndale) e que deu origem ao filme “40 dias – O milagre da vida”.

-“Se nós somos pró escolha, então acreditamos nas mulheres fazendo suas próprias escolhas, certo? Então por que devemos proteger nossas clientes das conversas (com os pró-vidas) …?” Dúvida de Abby Johnson em seu primeiro dia como voluntária no PP.

– “Se eu vier a ter essa criança? Por que não era óbvio para mim que eu já tinha uma criança, que estava crescendo dentro de mim?” (pergunta-se ela na segunda gravidez indesejada). Segundo o padrão de pensamento colocado pela PP ela estava numa “condição de gravidez” e não era mãe de um bebê já dependente de seu corpo para o sustento dele. (Ela se surpreende como o eufemismo pode formatar o pensamento.)

– “Eu tenho visto muitas mulheres sofrendo dor e culpa, muitas vezes por anos, devido à sua decisão pelo aborto. Em casos de estupro, eu descobri particularmente esta tristeza porque geralmente o aborto parece que adiciona uma nova ferida sobre a primeira.”

– “Então eu me afundei na minha cadeira e simplesmente fiquei lá, na verdade sem focar em nada. Somente parada. Eu não chorava. Eu só sentia a enormidade do momento. Eu achava difícil respirar profundo. Eu acabara de participar de uma morte. Uma morte. Não um procedimento médico. Não uma solução cirúrgica para um problema da vida. Não o valente passo de uma mulher exercendo o seu direito de fazer escolhas médicas sobre o seu próprio corpo. A morte de um bebê sem esperança, um bebê violentamente arrancado da segurança do útero, sugado para fora para ser descartado como um lixo de risco biológico.” (Este foi o momento da virada na vida de Abby).

– “Talvez minhas colegas de trabalho e eu lá estivéssemos para ajudar mulheres em crise, mas eu não via mais a PP como uma benevolente organização de caridade com o objetivo de reduzir as gravidezes indesejadas. Agora eu estava convencida de que ela era uma máquina de aborto no negócio de matar nascituros e obter renda com isso. E as minhas mãos, minhas palavras, minha energia e minha paixão – tudo isso foi ferramenta desta máquina.”

– “Mas Shawn (diretor da Coalizão para a Vida) parecia calmo… Ele ouviu. Eu falei. E falei e falei e falei. Eu descrevi o aborto guiado pelo ultrassom, cada detalhe, e ele manteve seus olhos fixos em mim. Minha culpa, meu novo entendimento das reais prioridades da PP, como eu me sentia enganada e usada. A pressão que eu sofri para aumentar o faturamento e o número de abortos (que gera mais renda para a empresa) … Meu desgosto com o grande centro da PP sendo construído na cidade de Houston (Texas), que provavelmente proporcionaria abortos até 24 semanas de gestação … Eles estavam me recebendo como uma amiga. Oferecendo-me ajuda. E, eu percebi, eu verdadeiramente precisava da ajuda deles. Eu havia cruzado a fronteira. Não havia mais volta, somente me ajudarem a sair de lá.”

– “Quanto mais eu conversava (com as pessoas da Coalizão), mais eu compreendia que a visão deles de prover cuidados e recursos para aquelas mulheres era muito similar à minha, mas que a deles … ia muito além das suas circunstâncias imediatas. Eles se preocupavam com cada mulher como a uma pessoa completa – uma pessoa ‘eterna’ – no contexto da sua família, suas necessidades espirituais, sua saúde física e emocional a longo alcance. Eles ofereciam soluções que envolveriam a vida da mulher por longo tempo.”

– “Eu sabia mais do que ninguém que eu não era nenhuma heroína. Muito pelo contrário na verdade. Eu tinha sangue nas mãos por sabe lá quantos abortos praticados, e eu estava sendo paga por isso. Os verdadeiros heróis trabalhavam na Coalizão. Eles andavam junto à cerca da clínica da Planned Parenthood em temperaturas de 38°C e temperaturas geladas. Eles ficavam em pé rezando por horas e semanas, meses e anos. Eles ficavam falando palavras de carinho e preocupação através das barras da grade enquanto a PP – enquanto eu – amaldiçoava-os e zombava deles.”

– “Pedidos da imprensa (depois da primeira notícia da mudança da Abby para a Coalizão) não eram as únicas ligações que chegavam. Mulheres contatavam … (aquelas) que tinham experimentado a dor do aborto, elas mesmas estavam ligando por aconselhamento e para mandar seu agradecimento para mim pela minha declaração. Elas estavam contando sobre a sua culpa, seu remorso e vergonha. Elas insistiam que a minha história lhes dava esperança de que elas podiam deixar aquilo tudo no passado. Grávidas ligavam para dizer que, após ouvirem a minha entrevista no telejornal, decidiram não abortar. Mulheres que haviam visitado clínicas da PP e haviam saído determinadas a nunca mais voltarem, ligavam insistindo que eu continuasse dizendo a verdade… Deus estava me lembrando que isto não era sobre mim de jeito nenhum. Era sobre Ele, sobre Seus propósitos, Sua história.”

– “Tudo o que eu queria fazer era contar a minha própria história… Nunca em um milhão de anos eu sequer cogitei violar a privacidade dos pacientes da clínica em divulgar informações sobre elas (Abby refere-se à preocupação da PP de que ela divulgasse dados sigilosos, chegando a abrir uma ação judicial contra a Abby). Eu ainda me preocupo por aquelas mulheres e famílias. Eu não me preocupava com elas somente quando eu trabalhava na PP. Eu me preocupava com elas na manhã da entrevista e continuo a me preocupar com elas agora. E de certo modo, eu me preocupo ainda mais agora que eu compreendo mais a fundo todo o profundo mal que o aborto causa à mulher.”

– “Abby: ‘O que fez você investir tanto na Coalizão?’
-Shawn: ‘… então uma mulher saiu da clínica e nossos olhos se cruzaram. E ela olhou-me com um tal olhar de desespero e tristeza, e eu sabia… que ela tinha acabado de abortar seu bebê. Seus olhos diziam ‘eu sei o que acabei de fazer, é tarde demais, e eu vou carregar isto para o resto da minha vida’. Lembro-me de ter me sentido sem esperanças, mas decidido que se eu pudesse ajudar uma mulher que fosse a não cometer o mesmo engano, eu queria fazer. Após aquele primeiro encontro, o aborto não mais se tornou um assunto político ou um ponto de debate entre candidatos… (mas uma) decisão entre vida e morte’.”

– ” A clínica da PP de Bryan, Texas, fechou suas portas pela última vez em 1° de agosto de 2013. O imenso sinal da PP, antes exposto no alto, chamando mulheres para a falsa esperança de se desfazer da ‘criança problema’, foi derrubado e jazia ao lado da sua base, sobre o solo. Era como se tivesse sido tombado de sua posição de poder e influência e estava agora somente aguardando ser coletado e descartado fora. Veja esta imagem no link: http://www.abbyjohnson.org/september-7-2013/  ”

Deste livro podemos tirar diversas lições e conclusões. Mas talvez as mais importantes são:

  1. a) A Planned Parenthood não visa o bem das mulheres como divulga, pois o aborto não só mata o bebê como é amplamente prejudicial à mulher, como bem reconhece Abby pela sua longa experiência na clínica e depois na instituição provida Coalizão para a Vida, e o objetivo maior da instituição é o lucro com os procedimentos;
  2. b) as mulheres que recorrem ao recurso do aborto geralmente o fazem por desespero, devido a alguma situação difícil que passaram ou estão passando e, desinformadas por estes grupos a favor do aborto e pela maior parte da mídia, acabam recorrendo à suposta ‘solução’ apresentada, tornando-as não apenas ‘clientes’ das clínicas, mas grandes vítimas devido às sequelas que o aborto causa e, como vítimas, esquecidas pelas clínicas e pelos movimentos pró aborto após o procedimento. Isto sem contar a vida do bebê que ficou para trás, que segundo novas denúncias é vendido para pesquisas científicas, aumentando o lucro.

Por isso nosso lema na Casa Provida Mãe Imaculada é: ACOLHER E SALVAR VIDAS, as duas (ou mais, pois podem ser gêmeos não?).


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