Autoritarismo estatal e consciência individual: um jogo cada vez mais desequilibrado

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Antes de iniciar este artigo é preciso um esclarecimento oportuno. Não se pretende aqui questionar os méritos da imunização no mundo inteiro, mas alertar para o grave uso que está sendo feito acerca de sua obrigatoriedade e da consequente exclusão social ou cancelamento, daqueles que por sua consciência e decisão própria, optam por não serem vacinados. O que está em jogo é a liberdade de consciência e decisão inerente a cada ser humano, fator precípuo de sua dignidade como pessoa. Há que se ressaltar ainda as controvérsias, dados e fatos que precisam ser explicados sobre os imunizantes, inclusive seus efeitos adversos, dado que numa sociedade democrática, a transparência e a informação devem ser a base para uma decisão livre de cada cidadão e não o uso da imposição e/ou restrição.

Os holofotes da grande mídia nestes últimos dias voltaram-se para a disputa fora das quadras entre o tenista sérvio Novak Djokovic e o governo australiano. O tenista se recusou a receber o imunizante e ficou impedido, após longo litígio, de competir no Grande Aberto realizado na Austrália, justamente o país que vem avançando com enormes restrições aos cidadãos e turistas que não estão em dia com as recentes vacinas criadas para combater a Covid 19. Após ser detido na imigração e tentar lutar ainda pela participação no campeonato, o jogador conseguiu inicialmente uma decisão favorável, mas logo em seguida, o judiciário australiano decidiu pela sua deportação e como punição, o tenista ficará impedido de entrar no país pelos próximos 3 anos. Não bastasse isso, o governo francês já avisou que se insistir em sua decisão, Djokovic ficará impedido de participar de outro campeonato, o Roland Garros; sem falar que a sua principal patrocinadora, a Lacoste está considerando deixar de patrociná-lo.

O fato ganhou forte repercussão internacional e dividiu muitos, mas é importante chamar a atenção para evidenciar a perda gradativa de liberdade no mundo. Se com uma pessoa famosa e bastante louvada no esporte mundial acontece este fato, quiçá com um cidadão comum sem fama. Seria esse o melhor caminho para incentivar as pessoas a receberem o imunizante? Quais os argumentos desses que não recebem? Não teria eles alguma opinião a ser considerada ou devem sofrer punições severas somente porque discordam de uma opinião que se estabeleceu no mundo? São questões que precisam ser consideradas.

Alguns meses atrás, aqui no Brasil um fato semelhante se deu com o jogador de vôlei Maurício Souza, que foi demitido do seu clube Minas Tênis, tão somente porque manifestou nas redes sociais, sua opinião acerca de uma revista em quadrinhos que apresentava um super-herói homossexual. Como Djokovic, as empresas que patrocinavam seu clube ameaçaram retirar seu apoio caso o atleta fosse mantido. Não bastasse isso, o mesmo foi cortado da seleção brasileira de vôlei pelo caso.

Numa democracia todos devem ser ouvidos e ter a liberdade de decidir, a partir de informações transparentes e públicas, acerca de todos os aspectos que envolvem uma tomada de ação importante, essa é a autêntica liberdade esperada. Se hoje te impedem o trabalho e o convívio social por decisão individual, logo haverá punição por um pensamento ou filosofia, algo que já acontece na censura perpetrada pelas Big Techs, mas que pode ser ampliado para uma pena mais severa. Se como Djokovic, um indivíduo decidiu não receber o imunizante, ele deve assumir a responsabilidade acerca das possíveis consequências positivas ou negativas que podem advir dessa decisão, relativamente à sua saúde, e não é o Estado que deve decidir sobre ele ou oprimi-lo restringindo sua liberdade.
Imagine se por exemplo, por uma questão de saúde pública, considerando que o tabagismo é causa de inúmeras doenças que vão desde o câncer até uma enfisema pulmonar, o Governo decidisse impedir de conviver socialmente, trabalhar e se relacionar a um fumante? Este não teria condições de decidir? Não se vê nas caixas de cigarros os alertas sobre os prejuízos à saúde? não se faz campanhas sobre os males do tabagismo? A família dos fumantes não se preocupa com eles alertando-os? O Estado é mais capaz de decidir sobre a pessoa do que ela mesma? O indivíduo que consome este tipo de produto, logo, assumiu a responsabilidade e as consequências da sua decisão, é um ser capaz de liberdade e não será uma imposição governamental que destruirá seus hábitos.

Se na era da informação, as pessoas ainda devem ser submissas ao Estado para decidir sobre si, como corroborar com a tese de que o mundo avançou na liberdade com a tecnologia? É preciso ter atenção e dar um basta na intromissão do Estado em aspectos de foro íntimo, antes que o mesmo decida logo mais quem vive e quem morre, quem deve comer e quem não o deve, quem merece viver ou não, como se já faz em alguns países que aprovaram o aborto, garantindo dessa forma que os indivíduos decidam sobre a vida ou morte do seu próximo gerado em estado frágil, sem capacidade de defesa. Ou agimos ou deixamos essas atrocidades avançarem, assim, todos nós acabaremos por perder este jogo!

Juliano Antonio Rodrigues Padilha – Economista com Especialização em Controladoria e Finanças e em Orçamento Público – Coordenador do Núcleo de Estudo e Formação da Casa Pró Vida Mãe Imaculada


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