Down: um chamado à alegria

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Estima-se que só no Brasil podem chegar a 400 mil pessoas com esta síndrome que foi descoberta pelo Dr Jerone Lejeune (médico em processo de beatificação). Sabe-se a partir dele que é uma desordem genética causada pelo acréscimo de um cromossomo a mais em um dos pares de cromossomos na constituição genética da pessoa (3 cromossomos 21, e não 2).

Há poucas décadas, nascer com a síndrome de down poderia representar uma vida bem mais curta que a média da população e muito limitada socialmente. Hoje, barreiras têm sido quebradas e a socialização (entrada no mercado de trabalho e educação) das pessoas com down tem avançado muito. Também o tempo de vida destas pessoas tem aumentado.

O que mais marca nas pessoas com down, principalmente para aqueles que têm a graça de conviver com elas, não são os olhinhos puxados ou qualquer outra característica da constituição física. O que mais marca é a alegria. Uma alegria presente já nos primeiros meses de vida. Uma alegria que é “temperada” por uma boa dose de pureza. Crianças com down transmitem esta pureza no olhar e no toque. Seu esforço em avançarem na vida (veja este vídeo) soma à alegrai e pureza a força interior escondida na fraqueza física.

Assim como crianças com outras deficiência e síndromes, a criança com down parece ter vindo a este mundo para ser um chamado de atenção. Elas chamam a nossa atenção a valorizar a vida em si e não cairmos na escravidão da superficialidade do ter. Sua chamada de atenção, feita pela simplicidade do existir, é também a libertação de uma visão utilitarista da vida, onde só se valoriza o que gera benefícios e lucros. As Crianças especiais nos lembram que a vida em si é o maior benefício.

Perseguição

Justamente por serem tão inocentemente desafiadoras, proponentes de um modo de vida menos egoísta para todos nós, estas crianças incomodam e, por isso, são terrivelmente perseguidas. É uma perseguição silenciosa, mas com ares de macabra. Estima-se que até 90% dos bebes diagnosticados com síndrome de down, na Europa, são abortados. Na Islândia, segundo Dr. Peter McParland, 100% destes bebês tem o seu direito ao nascimento negado. Este verdadeiro extermínio de crianças especiais chega a ser justificado “cientificamente por alguns, como pelo bioeticista Richard Dawkins que diz ser “imoral” não abortar tais crianças. Vemos pesar sobre crianças especiais o mesmo que pesou sobre judeus por parte do nazismo: a tentativa de eliminação.

A violência é maior contra o bebê, que será morto, mas não deixa de ser contra os seus pais. O momento do exame pré-natal, no qual o casal, e de modo especial a mulher, estão com tanta expectativa, torna-se o momento de comunicar a uma mãe que seu bebê tem algo errado. Mas não se dá o tempo para assimilar a informação; não se apresenta a certeza que esta pessoa poderá se desenvolver muito bem. No lugar de tudo isso, logo se vaticinam os problemas e se apresenta a solução “fácil”, o aborto. Quantas mães não sofrerão pelo resto de suas vidas pelo peso de consciência de terem permitido o assassinato de um inocente? Para tentar esconder o erro, na França chegou-se ao absurdo de se proibir um vídeo onde aparecem crianças com down sorrindo…

Podemos dizer que estamos assistindo a um verdadeiro genocídio silencioso, uma vez que a eliminação seletiva de certos indivíduos na sociedade é um atentado contra a própria humanidade. E tal massacre irá continuar, pois não há meios de impedir a concepção de crianças com down. Elas continuarão sempre surgindo, como forma de nos lembrar que um mundo de verdadeira inclusão, que nasce da mais básica inclusão de todas, ou seja, o respeito ao direito de nascer e ser incluídas na sociedade, é o verdadeiro caminho para nossa felicidade e alegria.

 

Pe. Silvio Roberto, MIC

Diretor da Casa Pró-Vida Mãe Imaculada

Veja também:

– testemunho de uma mãe de uma jovem com down: https://www.youtube.com/watch?v=eLo11qvehdA

– Primeiros passos do Rafael, portador da síndrome de down: https://youtu.be/O06JvBG_wA4


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