Tristeza ante tanta violência… tanta incoerência

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No dia 8 de março de 2021 morreu o pequeno Henry de 4 aninhos, na cidade do Rio de Janeiro. Foram presos suspeitos por homicídio duplamente qualificado a mãe do menino, Monique e o médico e vereador dr. Jairinho, com quem ela está vivendo. Ainda sob investigação, o vereador é suspeito de agressões ao menino, devido às diversas contusões constatadas no mesmo, e a mãe por conivência. Há diversas evidências que levaram a polícia à prisão do casal. O menino foi deixado por seu pai no apartamento da mãe na noite do dia 7. Resta agora à polícia e à justiça executar um bom trabalho.

Mas este caso odioso nos remete a outros:

– em 2008, Alexandre Nardoni (pai) e Anna Jatobá (madrasta) foram condenados pela morte de Isabella (5), que foi atirada do alto do apartamento onde moravam;

– em 2019, Rosana Cândido (mãe) e sua companheira Kacyla Pessoa, confessaram ter matado o menino Rhuan (9) pois este era um empecilho para o relacionamento, já que remetia ao antigo vínculo da mãe com o pai da criança (detalhe: ela tinha perdido a guarda da criança para o pai, mas fugiu com o menino).

O que podemos dizer disso tudo? O nosso coração fica destroçado ao ver notícias como esta. Todos nós que temos convivência com crianças pequenas, a docilidade destas vidas inocentes, não temos outra coisa a dizer além de expressar a nossa revolta e indignação ante estes fatos tão repetitivos. É a prova de uma humanidade que está perdendo justamente a sua dignidade como ser humano e assumindo atitudes de uma brutalidade egoísta que não merece ser chamada de animal, mas demoníaca.

Para escrever este texto procurei na internet relembrar os casos semelhantes acima listados e fiquei estarrecido com a quantidade que encontrei. São dezenas e dezenas de casos nos últimos anos, com os motivos mais fúteis. Desde dinheiro, ciúmes, até mesmo um pai que matou o filho adolescente pois ele torcia para outro time rival e o viu com um grupo de torcedores. Certamente este tipo de crime revolta, mas temos que entregar à Justiça, mesmo que à brasileira, tão em descrédito em alguns casos.

Agora peço que parem um pouco a linha de pensamento que estamos provocando neste texto, ou seja, a de provocar a indignação. Sim… pois a indignação pela indignação, não leva a nada. É preciso que este sentimento produza algo positivo. Há outro tipo de crime que infelizmente não causa tanta indignação no público em geral e é tão ou mais odioso, pois mata seres humanos que são ainda mais indefesos, que não podem nem mesmo gritar pedindo socorro.

Um menino que sofre uma tortura, muitas vezes ainda consegue dar sinais a alguém, ou mesmo o crime é percebido por vizinhos, sendo que há diversos casos de relatos de crianças que são salvas de situações extremas. Mas um bebê em formação no ventre de sua mãe, este não grita ao sofrer a tortura de um aborto. Este não tem para onde correr ou a quem se queixar. E são milhões de assassinatos que ocorrem anualmente no mundo todo. São almas que somente clamam a Deus e cabe a nós fazermos a nossa parte!

É também a estes crimes que precisamos mostrar a nossa indignação. Precisamos ser COERENTES: o mal a qualquer pequeno indefeso é abominável! Esta indignação precisa gerar consciência, seja em ações de ajuda às instituições como a Casa Provida MI, seja na escolha e apoio a políticos do parlamento (Câmara Federal e Senado) efetivamente contrários ao aborto. Não se pode deixar para escolher na véspera das eleições. O Brasil, assim como outros países da América Latina, ainda é um país onde o aborto não está totalmente liberado. Mas não podemos nos iludir, pois a Argentina é um exemplo próximo e recente do que pode ocorrer aqui se não ficarmos muito atentos. Precisamos salvar os bebês a nascer e proteger as crianças que já nasceram!

 

Crédito da imagem: @Izanio_charges


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